A 30 de abril, o exército israelita interceptou vários navios da Flotilha Global Summud em águas internacionais. Abu Keshek e Thiago Avila foram detidos. Nove dias depois, acabaram de ser deportados, segundo as autoridades de Israel.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita confirmou em comunicado que, após a conclusão da investigação, Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, passageiros da Flotilha Global Summud, foram deportados de Israel.
"Israel não permitirá qualquer violação do legítimo bloqueio naval de Gaza", continua o comunicado, apesar de a interceção ter sido efetuada em águas internacionais e de organismos internacionais como a ONU e países como Espanha terem denunciado a sua ilegalidade.
O hispano-palestiniano Saif Abu Keshek confirmou a sua libertação numa mensagem nas redes sociais da Flotilha Global Summud. Agradeceu a mobilização de todos após estes 6 dias de cativeiro e apelou à continuação da mobilização contra a guerra de Israel em Gaza.
Quanto ao brasileiro Thiago Ávila, apesar da confirmação da libertação dada pela diplomacia israelita, a conta de Instagram do ativista diz que ele continua preso e a informação sobre uma alegada libertação deve ser tratada com cuidado:
Abu Keshef e Ávila foram presos, detidos e alegadamente torturados antes de serem levados para Israel e interrogados em tribunal. O que começou por ser uma "detenção de 48 horas" por parte de Israel transformou-se numa agonia de 6 dias que finalmente chegou ao fim.