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Europol desmantela milhares de contas online da Guarda Revolucionária iraniana em 19 países

Desfile da Guarda Revolucionária do Irão
Desfile da Guarda Revolucionária iraniana Direitos de autor  Copyright 2018 The Associated Press. All rights reserved.
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De Babak Kamiar
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Europol anunciou uma operação de repressão digital que levou à remoção de milhares de contas online ligadas aos Guardas da Revolução Islâmica do Irão (IRGC) e à suspensão da principal conta do grupo na X na UE

A Europol retirou do ar mais de 14 200 publicações, contas e ligações online associadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC), incluindo a restrição da principal conta do IRGC na plataforma X – que tinha reunido mais de 150 mil seguidores – após a designação da organização como grupo terrorista pela União Europeia, em fevereiro.

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A operação, conduzida pela Unidade de Remissão na Internet da UE da Europol entre 13 de fevereiro e 28 de abril, envolveu autoridades policiais de 19 países.

Segundo os investigadores, o IRGC construiu uma rede digital altamente estruturada que abrangia as principais plataformas de redes sociais, serviços de streaming, sites de alojamento de blogues e páginas independentes. Os conteúdos eram difundidos em árabe, inglês, francês, persa, espanhol e bahasa indonésio.

Aiatola Ali Khamenei, último Líder Supremo do Irão
Aiatola Ali Khamenei, último Líder Supremo do Irão Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved

Entre o material identificado na operação havia mensagens políticas entrelaçadas com narrativas de martírio religioso e vídeos gerados por inteligência artificial que louvavam o IRGC e apelavam a retaliações em nome do falecido Líder Supremo do Irão, Ali Khamenei.

Num comunicado divulgado na segunda‑feira, a Europol indicou que o IRGC recorria a serviços de alojamento espalhados por várias jurisdições, incluindo a Rússia e os Estados Unidos, para manter os sites operacionais apesar das ações das autoridades.

Os investigadores encontraram também indícios de que criptomoeda foi utilizada para financiar estas operações digitais, permitindo à rede contornar os controlos financeiros tradicionais e as sanções internacionais.

A UE designou formalmente o IRGC como organização terrorista em 19 de fevereiro, dando às forças de segurança base jurídica para agir contra a sua infraestrutura online.

A Europol afirmou que a operação se insere na mais ampla estratégia de segurança interna ProtectEU e que continuará a cooperação com as empresas de tecnologia e com os Estados‑Membros.

Esperam‑se mais detalhes sobre os métodos e táticas identificados no próximo Relatório sobre a Situação e a Evolução do Terrorismo na UE, a publicar pela Europol.

Participaram na operação a Áustria, a Bélgica, a Bósnia e Herzegovina, a Bulgária, a Chéquia, a Dinamarca, a Estónia, a Finlândia, a França, a Alemanha, a Grécia, a Hungria, a Itália, os Países Baixos, Portugal, a Espanha, a Suécia, a Ucrânia e os Estados Unidos.

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