Os Gunners conquistaram finalmente o título da Premier League, pondo fim a uma espera de 22 anos, depois de o City ter empatado com o Bournemouth na terça-feira. O clube do norte de Londres tem agora os olhos postos na final da Liga dos Campeões da UEFA.
A espera de décadas do Arsenal chegou finalmente ao fim.
O clube de futebol do norte de Londres pôs termo, esta terça-feira, ao jejum de 22 anos sem títulos de campeão da Premier League, depois do Manchester City, rival na luta pelo título, ter empatado 1-1 em casa do Bournemouth, ficando, assim, matematicamente afastado da corrida.
Os "gunners" deverão erguer o troféu na última jornada, frente ao Crystal Palace, em Selhurst Park, a 24 de maio, o que representará o primeiro título desde a época 2004-2005.
"Eu disse-vos... está feito", escreveu o médio Declan Rice nas redes sociais, acompanhando a mensagem com uma fotografia sua a festejar com os colegas.
Este resultado pôs fim àquela que poderá ter sido a última luta pelo título de Pep Guardiola ao serviço do City, depois do conceituado treinador não ter afastado as notícias que o apontam como provável saída do clube no final da época.
O Manchester City, a equipa com mais sucesso e mais títulos da última década na Premier League, precisava de vencer em Bournemouth para levar a decisão do campeonato até à última jornada, no domingo. No entanto, o empate deixou o Arsenal com uma vantagem inalcançável de quatro pontos no topo da tabela classificativa.
Os adeptos do Arsenal festejaram de forma efusiva junto ao Emirates Stadium, acendendo tochas e invadindo a rua. Houve também celebrações no centro de treinos do clube, onde os jogadores se haviam reunido para assistir ao jogo.
Entoaram cânticos do clube, exibiram cartazes que demonstravam a sua confiança de que a equipa conquistará também o primeiro título da Liga dos Campeões, competição em que os "gunners" defrontarão os atuais campeões, o Paris Saint-Germain, a 30 de maio, em Budapeste. Seguraram ainda cartazes do antigo jogador e atual treinador, Mikel Arteta, que lidera o clube desde 2019.
Os jogadores de Arteta juntam-se agora às grandes figuras do clube, como Thierry Henry, Dennis Bergkamp e Ian Wright, que já tinham levado o Arsenal ao topo do futebol inglês.
O momento representa um grande alívio para muitos adeptos do Arsenal, que nas três últimas épocas terminaram o campeonato no segundo lugar, duas vezes atrás do Manchester City e uma atrás do Liverpool, depois de perderem a liderança da tabela classificativa já perto do fim das respetivas campanhas.
O Manchester City ameaçou repetir o guião das últimas três épocas, depois de reduzir a vantagem de sete pontos do Arsenal desde o início de abril, alcançando a igualdade pontual ao vencer a equipa do norte de Londres por 2-1 no Etihad, a 19 de abril.
No entanto, adeptos, jogadores e equipa técnica recusaram-se a perder a esperança e mantiveram a confiança na capacidade de conquistar o título há muito aguardado. Desde o jogo com o Arsenal, o City empatou duas vezes, primeiro com o Everton e depois com o Bournemouth na última terça-feira, permitindo ao Arsenal, que venceu todos os jogos desde então, construir uma vantagem pequena mas decisiva.
A última equipa campeã do Arsenal foi a chamada formação dos "Invincibles" de 2004, que completou toda a época sem derrotas no campeonato.
Desde então, Chelsea, Manchester United, City, Leicester e Liverpool ergueram o troféu. É a primeira vez desde 2017 que uma equipa que não o City ou o Liverpool se sagra campeã.
É o 14.º título do Arsenal e Arteta espera que marque o início de uma nova era de domínio, destronando Guardiola, de quem foi adjunto no City.