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Estados Unidos: secretário de Estado Marco Rubio propõe aos cubanos "novo caminho" em vídeo

Uma mulher caminha numa rua de Havana, 19 de maio de 2026
Mulher caminha numa rua de Havana, 19 de maio de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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Falando diretamente em espanhol ao povo cubano, Rubio acusou a liderança comunista do país de roubo, corrupção e opressão.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ofereceu aos cubanos um "novo caminho" numa mensagem especial em vídeo, esta quarta-feira, horas antes de Washington dever acusar criminalmente o antigo líder da ilha, Raúl Castro.

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Dirigindo-se diretamente, em espanhol, ao povo cubano, Rubio acusou a liderança comunista do país de roubo, corrupção e opressão.

"O presidente Donald Trump está a propor um novo caminho nas relações entre os Estados Unidos e uma nova Cuba", afirmou Rubio, filho de imigrantes cubanos.

"Uma nova Cuba, onde tenham uma verdadeira oportunidade de escolher quem governa o vosso país e de votar para os substituir se não estiverem a fazer um bom trabalho".

As tensões entre Washington e Havana agravaram-se nos últimos meses, desde que forças norte-americanas derrubaram, numa operação militar, o aliado regional de Cuba, o presidente venezuelano Nicolás Maduro, e impuseram de seguida um doloroso bloqueio energético à ilha, já a braços com dificuldades económicas.

Trump sinalizou repetidamente que o governo cubano poderá ser o próximo a cair e, no início deste mês, chegou mesmo a dizer que Washington iria "assumir o controlo" da ilha caribenha, situada a cerca de 145 quilómetros da Florida, "quase de imediato".

"Nos Estados Unidos, estamos prontos para abrir um novo capítulo na relação entre os nossos povos e os nossos países", disse Rubio, segundo a tradução oficial em inglês do discurso, publicada pelo Departamento de Estado.

"E, neste momento, a única coisa que impede um futuro melhor são aqueles que controlam o vosso país".

No discurso, Rubio acusou a Gaesa, o conglomerado apoiado pelos militares que se estima controlar cerca de 40% da economia cubana, de enriquecer as elites à custa dos cidadãos comuns.

"Um 'Estado dentro do Estado', que não presta contas a ninguém e acumula os lucros das suas empresas em benefício de uma pequena elite", acusou Rubio.

"E o único papel desempenhado pelo chamado 'governo' é exigir que continuem a fazer 'sacrifícios' e reprimir quem se atreve a queixar-se".

Esperava-se que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciasse, esta quarta-feira, acusações criminais contra Raúl Castro, de 94 anos, que sucedeu ao irmão Fidel na presidência de Cuba e supervisionou a histórica aproximação de 2015 aos Estados Unidos, sob Barack Obama, posteriormente revertida por Trump.

A cadeia CBS News noticiou que a eventual acusação se centraria no abate, em 1996, de dois aviões civis pilotados por opositores de Castro, citando responsáveis norte-americanos conhecedores do processo.

Antigo presidente cubano Raúl Castro num evento a assinalar o 65.º aniversário do triunfo da revolução, em Santiago, 1 de janeiro de 2024
Antigo presidente cubano Raúl Castro num evento a assinalar o 65.º aniversário do triunfo da revolução, em Santiago, 1 de janeiro de 2024 AP Photo

Bloqueio energético

Uma das últimas tábuas de salvação económicas de Cuba foi cortada em janeiro, quando forças norte-americanas derrubaram o homem-forte da Venezuela petrolífera, Nicolás Maduro, e impuseram um bloqueio ao fornecimento de combustível.

Na semana passada, Rubio renovou uma oferta de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) em ajuda, sob condição de que a assistência seja distribuída pela Igreja Católica, contornando o governo.

"O povo cubano deve saber que há 100 milhões de dólares em alimentos e medicamentos disponíveis para si neste momento", afirmou Rubio. "É do nosso interesse nacional ter uma Cuba próspera, não um Estado falhado a 90 milhas da nossa costa".

Numa publicação na rede X, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, apelou aos Estados Unidos para que, em vez disso, levantem o bloqueio.

Populares iluminam-se com os telemóveis enquanto jogam dominó durante uma falha de eletricidade em Havana, 14 de maio de 2026
Populares iluminam-se com os telemóveis enquanto jogam dominó durante uma falha de eletricidade em Havana, 14 de maio de 2026 AP Photo

"Os danos poderiam ser atenuados de forma muito mais simples e rápida, levantando ou aliviando o bloqueio, já que se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e provocada", afirmou.

Outras fontes • AFP

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