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Coreia do Norte lança projéteis, incluindo míssil balístico, para o mar Amarelo, diz Seul

Ecrã de televisão mostra uma reportagem sobre um projétil não identificado da Coreia do Norte na principal estação ferroviária de Seul, 26 de maio de 2026
Um ecrã de televisão exibe uma reportagem sobre o projétil não identificado da Coreia do Norte na principal estação ferroviária de Seul, 26 de maio de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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O Norte tem igualmente rejeitado sucessivas iniciativas do governo sul-coreano para melhorar as relações, classificando repetidamente Seul como o seu adversário mais "hostil".

A Coreia do Norte lançou na terça-feira vários projéteis, incluindo um míssil balístico, para o mar Amarelo, indicou o exército sul-coreano.

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O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul indicou que detetou o disparo de "vários projéteis", incluindo um míssil balístico de curto alcance, para o mar Amarelo a partir da cidade norte-coreana de Chongju, por volta das 13h00 locais.

O mar Amarelo separa a península coreana da China.

Os mísseis percorreram cerca de 80 quilómetros, adiantou o exército sul-coreano, acrescentando que está a analisar as suas caraterísticas e alcance e que "reforçou a vigilância e o estado de alerta perante eventuais novos lançamentos".

A Coreia do Sul, o seu principal parceiro de segurança, os Estados Unidos, e o Japão "mantêm um estado de plena prontidão" e estão a partilhar de perto informações de inteligência, segundo o exército de Seul.

Este foi o primeiro lançamento norte-coreano em 37 dias e o oitavo desde o início do ano.

Armas exibidas durante o desfile militar que assinalou o 80.º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores no poder, em Pyongyang, em 10 de outubro de 2025
Armas exibidas durante o desfile militar que assinalou o 80.º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores no poder, em Pyongyang, em 10 de outubro de 2025 AP Photo

Pyongyang realizou uma série de testes de mísseis nas últimas semanas e analistas consideram que o Estado, diplomaticamente isolado, poderá estar a tentar aproveitar o enfraquecimento das normas internacionais para consolidar o seu estatuto nuclear.

O Norte tem igualmente rejeitado de forma sistemática as tentativas do governo sul-coreano de melhorar as relações, qualificando repetidamente Seul como o seu adversário mais "hostil".

No início deste mês, o Norte eliminou todas as referências à reunificação com o Sul da sua Constituição, sublinhando a aposta de Pyongyang numa política mais hostil em relação a Seul.

Em abril, Pyongyang realizou outro teste do género para "verificar as caraterísticas e a potência de uma ogiva de bomba de fragmentação", segundo a comunicação social estatal na altura.

A agência noticiosa sul-coreana Yonhap noticiou na semana passada, citando fontes governamentais sob anonimato, que o presidente chinês, Xi Jinping, deverá visitar a Coreia do Norte algures esta semana.

A China é o principal apoio económico e político da Coreia do Norte, embora Pyongyang se tenha aproximado da Rússia nos últimos anos, enviando milhares de soldados para ajudar a Rússia a repelir uma incursão surpresa ucraniana na região de Kursk.

Analistas dizem que o Norte recebeu apoio económico e tecnologia militar da Rússia em troca do envio de tropas e munições para apoiar o esforço de guerra russo.

Outras fontes • AFP

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