O Norte tem igualmente rejeitado sucessivas iniciativas do governo sul-coreano para melhorar as relações, classificando repetidamente Seul como o seu adversário mais "hostil".
A Coreia do Norte lançou na terça-feira vários projéteis, incluindo um míssil balístico, para o mar Amarelo, indicou o exército sul-coreano.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul indicou que detetou o disparo de "vários projéteis", incluindo um míssil balístico de curto alcance, para o mar Amarelo a partir da cidade norte-coreana de Chongju, por volta das 13h00 locais.
O mar Amarelo separa a península coreana da China.
Os mísseis percorreram cerca de 80 quilómetros, adiantou o exército sul-coreano, acrescentando que está a analisar as suas caraterísticas e alcance e que "reforçou a vigilância e o estado de alerta perante eventuais novos lançamentos".
A Coreia do Sul, o seu principal parceiro de segurança, os Estados Unidos, e o Japão "mantêm um estado de plena prontidão" e estão a partilhar de perto informações de inteligência, segundo o exército de Seul.
Este foi o primeiro lançamento norte-coreano em 37 dias e o oitavo desde o início do ano.
Pyongyang realizou uma série de testes de mísseis nas últimas semanas e analistas consideram que o Estado, diplomaticamente isolado, poderá estar a tentar aproveitar o enfraquecimento das normas internacionais para consolidar o seu estatuto nuclear.
O Norte tem igualmente rejeitado de forma sistemática as tentativas do governo sul-coreano de melhorar as relações, qualificando repetidamente Seul como o seu adversário mais "hostil".
No início deste mês, o Norte eliminou todas as referências à reunificação com o Sul da sua Constituição, sublinhando a aposta de Pyongyang numa política mais hostil em relação a Seul.
Em abril, Pyongyang realizou outro teste do género para "verificar as caraterísticas e a potência de uma ogiva de bomba de fragmentação", segundo a comunicação social estatal na altura.
A agência noticiosa sul-coreana Yonhap noticiou na semana passada, citando fontes governamentais sob anonimato, que o presidente chinês, Xi Jinping, deverá visitar a Coreia do Norte algures esta semana.
A China é o principal apoio económico e político da Coreia do Norte, embora Pyongyang se tenha aproximado da Rússia nos últimos anos, enviando milhares de soldados para ajudar a Rússia a repelir uma incursão surpresa ucraniana na região de Kursk.
Analistas dizem que o Norte recebeu apoio económico e tecnologia militar da Rússia em troca do envio de tropas e munições para apoiar o esforço de guerra russo.