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Gronelândia é parte da Dinamarca "por agora", diz secretário de Estado dos EUA Marco Rubio

Manifestantes contestam o novo consulado dos EUA em Nuuk, na Gronelândia, quinta-feira, 21 de maio de 2026.
População protesta contra o novo consulado dos EUA em Nuuk, na Gronelândia, quinta‑feira, 21 de maio de 2026. Direitos de autor  Oscar Scott Carl
Direitos de autor Oscar Scott Carl
De Nathan Rennolds
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Os Estados Unidos terão mantido 17 instalações militares e mais de 10 000 soldados na Gronelândia no auge da Guerra Fria.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reacendeu o debate sobre a intenção contínua dos EUA de adquirirem a Gronelândia.

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Durante uma audição na Comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, na quarta-feira, a congressista Sarah McBride perguntou-lhe se estava "consciente de que a Gronelândia é, de facto, parte da Dinamarca".

"Por agora", respondeu Rubio.

A Gronelândia tem estado no centro do debate desde o regresso do presidente Donald Trump à Casa Branca, com o chefe de Estado a defender repetidamente que Washington precisa de adquirir o território dinamarquês para reforçar a defesa nacional.

"Esta enorme ilha desprotegida é, na realidade, parte da América do Norte", disse Trump sobre a Gronelândia, durante o Fórum Económico Mundial de Davos, em janeiro. "Esse é o nosso território. É, por isso, um interesse central de segurança nacional."

Trump também alertou que a China ou a Rússia poderiam assumir o controlo da ilha se os EUA não agissem.

Na quarta-feira, Rubio disse à comissão que a administração estava envolvida em negociações com a Gronelândia e a Dinamarca sobre a utilização da ilha para "defesa coletiva", afirmando que era essencial para a defesa contra mísseis.

"Estamos envolvidos nessas conversações neste momento. Penso que estamos bem encaminhados", disse Rubio.

No auge da Guerra Fria, os EUA terão chegado a ter 17 instalações militares e mais de 10 000 militares na Gronelândia. Atualmente, operam apenas uma base na ilha, a Base Espacial de Pituffik, a instalação mais a norte do Departamento de Defesa norte-americano.

A Força Espacial norte-americana afirma que Pituffik é usada para missões de alerta de lançamento de mísseis, defesa contra mísseis e vigilância espacial.

As declarações surgem depois de o enviado especial de Trump para a Gronelândia, Jeff Landry, ter afirmado em maio que considerava ser altura de os EUA "voltarem a marcar presença" na ilha.

O governador republicano já tinha provocado críticas entre os groenlandeses depois de ter dito que o seu objetivo, enquanto enviado, era tornar o território parte dos EUA.

Os líderes de cinco partidos representados no parlamento da Gronelândia divulgaram em janeiro uma declaração conjunta sobre o tema, deixando clara a sua posição tanto a Washington como a Copenhaga.

"Não queremos ser norte-americanos, não queremos ser dinamarqueses; queremos ser groenlandeses", lia-se no texto.

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