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Paris: município abre banhos no canal Saint-Martin antes de nova vaga de calor

ARQUIVO: Pessoas aproveitam o sol depois de se banharem no Sena, segunda-feira, 11 de agosto de 2025, em Paris
ARQUIVO : Pessoas aproveitam o sol depois de nadarem no Sena, segunda-feira, 11 de agosto de 2025, em Paris. Direitos de autor  Aurelien Morissard/Copyright 2025 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Aurelien Morissard/Copyright 2025 The AP. All rights reserved.
De Nathan Joubioux
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Anunciou o presidente da Câmara de Paris, Emmanuel Grégoire, que a partir desta quarta-feira será permitido tomar banho no canal Saint-Martin, sob vigilância de nadadores-salvadores.

Ainda antes da chegada do verão, a França prepara-se para enfrentar a segunda onda de calor, poucas semanas depois do episódio de maio, que bateu numerosos recordes em metade do país. "Um episódio de canícula vai instalar-se progressivamente em todo o território esta semana", advertiu Christelle Robert, do serviço meteorológico nacional Météo-France.

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Em Paris, os 40 ºC deverão ser atingidos este domingo, 21, e segunda-feira, 22 de junho. Para ajudar os habitantes da capital a enfrentar melhor este episódio de calor intenso, a Câmara de Paris decidiu autorizar o banho num troço de 100 metros do canal Saint-Martin, já a partir desta quarta-feira, 17 de junho, entre as 16h00 e as 20h00.

A Câmara já tinha anunciado a abertura ao banho nesta parte da capital em todas as quartas-feiras e domingos, entre 6 de julho e 7 de setembro. Passará agora a ser possível "durante todos os episódios de canícula", anunciou o presidente da Câmara, Emmanuel Grégoire. "Haverá uma zona de banho autorizada no canal Saint-Martin, vigiada por nadadores-salvadores", explicou o autarca num vídeo publicado nas redes sociais.

"Autorizar" em vez de "proibir"

Esta abertura antecipada da zona de banho no canal Saint-Martin foi decidida após uma constatação feita pela Câmara de Paris. "Há um mês houve um episódio de canícula em Paris. Gastámos muita energia a impedir os jovens de tomar banho quando estavam 40 ºC", explica ainda o autarca no vídeo. "E era mesmo absurdo pensar dessa forma. Em vez de gastar energia a tirá-los da água, preferi trabalhar para que pudessem nadar."

"Por isso mobilizámo-nos muito ao longo deste último mês [...] para inverter a lógica, ou seja, para que seja permitido tomar banho" sob certas condições, "em vez de o proibir", explicou ainda em conferência de imprensa.

Alexandra Cordebard, presidente da câmara do 10.º bairro da capital, considerou que permitir o banho no canal mais cedo do que o previsto constitui "uma nova forma de combater as alterações climáticas e adaptar a cidade".

Depois das polémicas geradas pelas proibições de banho no mês passado, "era nossa responsabilidade colocar [estes banhistas] em segurança", assegurou também a autarca do bairro.

Regras de segurança rigorosas

Tal como Alexandra Cordebard, Emmanuel Grégoire recordou que, apesar da vigilância de nadadores-salvadores, continuam a aplicar-se regras estritas no troço do canal Saint-Martin onde é permitido o banho. "Em todos os locais onde não é autorizado, [o banho] continuará proibido", explicou primeiro o presidente da Câmara da capital. "Em segundo lugar, mesmo se vejo que é um pouco difícil, é estritamente proibido saltar dos passadiços", acrescentou.

A qualidade da água, testada e monitorizada pela Agência Regional de Saúde, continuará a ser uma condição indispensável para que o troço seja acessível aos banhistas.

Mais tarde, este verão, os nadadores poderão também refrescar-se em pontos designados ao longo do Sena, depois da reabertura do rio aos banhos no verão passado, pela primeira vez num século. Paris tinha investido mais de mil milhões de euros (1,15 mil milhões de dólares) para tornar as águas suficientemente limpas para serem utilizadas durante os Jogos Olímpicos de 2024.

Ondas de calor mais frequentes

Estudos e organismos científicos são unânimes: as ondas de calor na Europa estão a tornar-se mais frequentes devido às alterações climáticas.

A Météo-France indica que, das 51 ondas de calor registadas em todo o país desde 1947, 34 ocorreram depois de 2000 e 26 desde 2011.

As temperaturas médias globais deverão provavelmente manter-se em níveis recorde ou muito próximos dos recordes este ano e nos quatro seguintes, segundo o aviso das Nações Unidas.

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