As forças armadas israelitas indicaram que os soldados morreram "em combate" quando a vitatura onde seguiam foi atingida durante uma operação perto de Kfar Tebnit.
O ministro da Segurança Nacional de Israel afirmou que "todo o Líbano deve arder" depois de o exército israelita ter anunciado que quatro dos seus soldados foram mortos no sul do país.
"Por cada lágrima de uma mãe israelita, mil mães libanesas devem chorar", escreveu Itamar Ben-Gvir numa publicação na rede social X.
O exército israelita indicou que os militares morreram "em combate", depois de o carro de combate em que seguiam ter sido atingido durante uma operação perto de Kfar Tebnit. Uma das vítimas foi identificada como o tenente-coronel Dor Gedalia Ben Simhon, de 32 anos, comandante do 52.º Batalhão da 401.ª Brigada Blindada.
As mortes aconteceram poucos dias depois de líderes dos Estados Unidos e do Irão terem assinado um acordo preliminar destinado a pôr fim à guerra do Irão. Ao abrigo do entendimento provisório, ambas as partes e os respetivos aliados devem suspender todas as atividades militares, incluindo no Líbano.
"Com todo o respeito pelos americanos, Israel tem de deixar claro a todo o mundo que o sangue dos nossos filhos e a segurança dos nossos cidadãos não são descartáveis", escreveu Ben-Gvir na publicação de sexta-feira.
Ben-Gvir voltou a gerar polémica em maio, depois de divulgar um vídeo em que surge a provocar ativistas detidos da Global Sumud Flotilla, que tentavam transportar ajuda para Gaza.
O vídeo mostra o ministro a repreender os detidos e a agitar uma grande bandeira de Israel, enquanto os ativistas eram obrigados a ajoelhar-se com as mãos atadas atrás das costas.
"Bem-vindos a Israel, nós é que mandamos aqui", diz, de forma audível, durante os vídeos gravados e partilhados nas redes sociais.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na altura que a forma como Ben-Gvir tratou os ativistas "não está em linha com os valores e normas de Israel".