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EUA lançam novos ataques contra o Irão após ataque a navios no estreito de Ormuz

Motociclos passam diante de um cartaz com o falecido líder supremo iraniano aiatola Ali Khamenei, na Praça da Revolução Islâmica, em Teerão, domingo, 5 de julho de 2026
Motociclos passam diante de um outdoor com a imagem do falecido líder supremo iraniano, aiatola Ali Khamenei, na Praça da Revolução Islâmica, em Teerão, 5 julho 2026 Direitos de autor  AP Photo/Vahid Salemi
Direitos de autor AP Photo/Vahid Salemi
De Emma De Ruiter
Publicado a Últimas notícias
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O Bahrein, que acolhe a 5.ª Esquadra da Marinha dos EUA, acionou as sirenes de alerta de mísseis na manhã de quarta-feira, depois de o Irão avisar Washington de que tomaria todas as medidas que considerasse necessárias após os ataques norte-americanos.

Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irão na madrugada de quarta-feira, atingindo mais de 80 alvos, segundo o Comando Central norte-americano, que afirmou que as ações foram realizadas em resposta aos ataques de Teerão contra três navios no estreito de Ormuz.

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“Forças norte-americanas atingiram sistemas de defesa iranianos, redes de comando e controlo, radares costeiros, capacidades de mísseis antinavio e mais de 60 pequenas embarcações do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica no estreito e nas suas imediações”, indicaram os militares dos EUA em comunicado publicado na rede social X.

Os ataques coincidiram com a presença do presidente norte-americano, Donald Trump, na Turquia para uma cimeira da aliança militar NATO.

O Irão avisou de imediato Washington de que “tomará todas as medidas que considerar necessárias”, advertência que aumenta o risco de colapso de um acordo provisório para suspender os combates na guerra, voltando a colocar o Médio Oriente sob a ameaça de um conflito mais alargado.

O Bahrein, onde se encontra estacionada a 5.ª Esquadra da Marinha norte-americana, fez soar as sirenes de alerta de mísseis na manhã de quarta-feira, após o ataque dos Estados Unidos ao Irão.

O CENTCOM afirmou que as forças norte-americanas lançaram os ataques “para impor custos elevados pelo facto de visarem e atacarem navios mercantes tripulados por civis inocentes numa via marítima internacional”.

O comando adiantou que foram atingidos alvos iranianos incluindo sistemas de defesa antiaérea, radares e mais de 60 pequenas embarcações usadas pela Guarda Revolucionária, a força paramilitar iraniana.

As forças armadas norte-americanas permanecem “posicionadas e preparadas para responsabilizar o Irão quando o acordo não é respeitado ou cumprido”, acrescentou, indicando que esta vaga de ataques tinha terminado.

O ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou os Estados Unidos de violarem repetidamente o memorando de entendimento acordado entre as duas partes e ameaçou com represálias.

“A era da intimidação e da chantagem terminou”, escreveu na rede X o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. “Não leva a lado nenhum. Não recuamos.”

Os meios de comunicação estatais iranianos relataram o som de explosões em Bandar Abbas, Qeshm e Sirik, enquanto o comando militar central do Irão avisou que “responderá de forma decisiva a esta agressão e ato terrorista”.

“Em circunstância alguma (as forças armadas iranianas) permitirão interferências nos assuntos do estreito de Ormuz, nem deixarão que outros o administrem”, acrescentou.

Uma série semelhante de ataques iranianos contra navios e de ataques de retaliação norte-americanos ocorreu no final do mês passado, provocando ataques iranianos contra o Bahrein e o Kuwait.

Os Estados Unidos revogaram também uma licença que autorizava a venda de petróleo iraniano no âmbito do acordo provisório, na sequência dos ataques contra navios.

Um petroleiro navegava ao largo da costa de Omã quando foi atingido e se incendiou, indicou o centro de Operações Marítimas do Reino Unido, acrescentando que os outros dois navios sofreram alguns danos, mas ninguém ficou ferido e ambos prosseguiram viagem no estreito de Ormuz.

Outras fontes • AP, AFP

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