França tem vindo a enfrentar um número significativo de incêndios florestais. Na semana passada, o presidente Emmanuel Macron afirmou que o país não enfrentava tantos focos de incêndio desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Dois bombeiros morreram na terça-feira enquanto combatiam um incêndio que deflagrou perto do aeroporto internacional de Bordéus, em França, informaram as autoridades na terça-feira.
De acordo com relatos da imprensa francesa, o incêndio teve início na vegetação perto de um dos parques de estacionamento do aeroporto, tendo depois alastrado a um edifício.
Várias vias de acesso ao aeroporto foram encerradas para facilitar a intervenção dos serviços de emergência. O aeroporto informou num comunicado que o incêndio estava a causar atrasos em alguns voos.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou e expressou a sua "imensa tristeza", enviando "sinceras condolências às suas famílias, aos seus entes queridos, aos seus irmãos e irmãs de armas, bem como a todo o pessoal do Serviço Departamental de Bombeiros e Salvamento de Gironde".
"Quero também elogiar o trabalho excecional realizado pelos seus colegas no terreno, que estão a demonstrar coragem e dedicação exemplares nestas condições particularmente difíceis", continuou numa mensagem publicada na sua conta do X.
Nuñez afirmou que se deslocaria ao local da tragédia "o mais rapidamente possível".
O presidente Emmanuel Macron também apresentou "as condolências, o reconhecimento e o apoio da Nação" aos familiares e amigos das duas vítimas, bem como a todos os bombeiros de França.
Incêndio florestal assola o sul de França
Na terça-feira, um incêndio florestal deflagrou no sul de França, obrigando centenas de pessoas a abandonar as suas casas e deixando muitas sem eletricidade.
Os bombeiros afirmaram na quarta-feira que o incêndio tinha sido controlado.
"De momento, está contido no seu perímetro, o que significa que não se está a alastrar muito", disse o chefe regional dos bombeiros, Eric Grohin, aos jornalistas, referindo-se ao incêndio que deflagrou no dia anterior na região de Var.
"No entanto, ainda temos muitos focos de incêndio, chamas em vários locais, pelo que estamos muito vigilantes esta manhã", afirmou.
De acordo com o serviço meteorológico francês Meteo-France, as condições de seca na região foram a causa do risco extremo de incêndios florestais. As repetidas ondas de calor e a seca provocaram o início antecipado da época de incêndios florestais de 2026.
Os incêndios florestais já consumiram mais de 42.000 hectares de terreno em França até meados de julho deste ano, superando o recorde anterior estabelecido em 2022, segundo informou o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).
A área devastada equivale a cerca de quatro vezes a área de Paris. Além disso, a área queimada até agora em 2026 já ultrapassou largamente o total registado em todo o ano de 2025. O recorde anual de sempre da França situa-se nos 66.300 hectares queimados em 2022.
Os incêndios florestais que deflagraram apenas durante as duas primeiras semanas de julho queimaram quase 15.000 hectares, atingindo a floresta de Fontainebleau, perto de Paris, bem como o sul de França e a Córsega.
Os bombeiros têm vindo a combater incêndios quase diários em toda a França nas últimas semanas. Na semana passada, o presidente Emmanuel Macron afirmou que não se registavam tantos incêndios no país desde a Segunda Guerra Mundial.