Desde que regressou ao poder no início do ano passado, Trump suspendeu o envio direto de armas dos EUA para Kiev, favorecendo um programa que permite aos países europeus comprar armas para a Ucrânia.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy reuniu-se, à porta fechada, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, na terça-feira, numa altura em que a Ucrânia procura reforçar o apoio diplomático e militar na guerra contra a Rússia.
Zelenskyy esteve pouco mais de uma hora com Trump e, embora não tenham sido divulgados de imediato detalhes, o encontro aconteceu numa altura em que Kiev e Moscovo intensificam ataques de longo alcance e os esforços, liderados pelos Estados Unidos, para pôr fim à guerra continuam bloqueados.
“Um bom encontro com o presidente Trump no Gabinete Oval. Obrigado por tudo o que fazemos em conjunto para proteger a vida dos ucranianos e promover a paz”, escreveu Zelenskyy numa publicação na rede X após a reunião.
“O presidente e eu discutimos licenças para a produção de interceptores Patriot e várias outras ideias que podem ajudar. Falámos também de diplomacia – é importante que o processo diplomático seja revitalizado. As nossas equipas vão acertar os detalhes de futuros contactos. Estou agradecido aos Estados Unidos pelo seu apoio firme.”
As relações entre Zelenskyy e Trump melhoraram desde o início do segundo mandato do presidente norte-americano. No início deste mês, Trump ofereceu a Kiev licenças para produzir mísseis de defesa aérea Patriot e sugeriu que ataques ucranianos em território russo poderiam ajudar a pôr fim à guerra.
Segundo as Nações Unidas, o mês passado foi o mais mortal para civis ucranianos desde abril de 2022, devido ao aumento do recurso da Rússia a mísseis balísticos de difícil interceção.
Estados Unidos: Trump recebe Netanyahu na Casa Branca
Zelenskyy deverá também participar numa cerimónia de homenagem ao senador republicano Lindsey Graham, um firme defensor da Ucrânia que morreu de forma inesperada este mês, aos 71 anos.
“Apresentei ao presidente Trump as nossas condolências pela morte de Lindsey Graham. Era um verdadeiro amigo da Ucrânia”, escreveu.
Trump irá depois receber Netanyahu, numa altura em que os dois líderes tentam ultrapassar recentes desacordos públicos sobre a guerra com o Irão. A relação entre ambos ficou fragilizada durante as negociações de cessar-fogo no início deste ano, quando Trump criticou publicamente o líder israelita, embora os dois tenham procurado desde então minimizar as divergências.
“É uma grande responsabilidade”, afirmou Netanyahu antes de partir de Israel. “Vamos discutir todos os assuntos na agenda, em primeiro lugar, o Irão. Naturalmente, o nosso objetivo é salvaguardar a nossa segurança e também alargar o círculo de paz em nosso redor.”
Prevê-se que os dois líderes se concentrem na guerra com o Irão, numa altura em que Washington pressiona pela retoma das negociações. Em discussão estarão também a aplicação de um acordo, apoiado pelos Estados Unidos, entre Israel e o Líbano, e os esforços para reativar a reconstrução de Gaza, praticamente parados quase três anos depois dos ataques de 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, pelo Hamas, que desencadearam uma guerra prolongada entre Israel e o movimento palestiniano na Faixa de Gaza.