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Trump vai exigir uma indemnização ao Irão pelo conflito, no âmbito das negociações de paz

Presidente dos EUA, Donald Trump, faz um gesto enquanto sai do Air Force One na Base Conjunta Andrews, 9 de agosto de 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, faz um gesto ao sair do Air Force One na Base Conjunta Andrews, em 9 de agosto de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Trump afirmou, este fim de semana, que estava a “manter um perfil discreto” face ao conflito, sugerindo que estava disposto a deixar aumentar a pressão económica em vez de ordenar novos ataques militares.

Esta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá exigir compensações de guerra ao Irão como parte de quaisquer negociações de paz, invocando os ataques e mortes ao longo de décadas que, alegadamente, foram apoiados ou perpetrados por Teerão.

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As negociações para pôr fim à guerra e reabrir o estreito de Ormuz estagnaram e as novas exigências arriscam tornar ainda mais distante um acordo rápido.

O anúncio de Trump foi uma resposta direta à insistência do Irão em que o pagamento de indemnizações de guerra por parte dos Estados Unidos seja uma condição prévia para a resolução das atuais hostilidades.

"Também estou a exigir compensações ao Irão", afirmou Trump, sublinhando que o pedido abrange não só os danos decorrentes da guerra atual, mas também os ataques iranianos contra alvos norte-americanos ao longo de mais de duas décadas, bem como os pagamentos às famílias dos manifestantes iranianos mortos pelas autoridades nos últimos 50 anos.

Noutra publicação, Trump acrescentou que a República Islâmica deve ser responsabilizada pelas mortes e destruição causadas no Líbano, na Síria, no Iémen e em Gaza.

Num padrão que se tem tornado recorrente, Trump ameaçou, na semana passada, atingir o Irão "com muita dureza", eventualmente com ataques contra infraestruturas civis, mas acabou por recuar, sugerindo que um acordo de paz estava próximo.

Captura de ecrã de uma publicação na conta Truth Social do presidente dos EUA, Donald Trump, 10 de agosto de 2026
Captura de ecrã de uma publicação na conta Truth Social do presidente dos EUA, Donald Trump, 10 de agosto de 2026 @realDonaldTrump

No fim de semana, Trump afirmou que estava a adotar uma abordagem mais discreta ao conflito, sugerindo que estava preparado para aumentar a pressão económica em vez de lançar novos ataques militares.

Segundo a plataforma digital Axios, o presidente norte-americano não manifestou qualquer frustração com o facto de o Irão não ter chegado a um acordo para abrir o estreito de Ormuz, na entrevista publicada no domingo.

Teerão exige, em primeiro lugar, que os Estados Unidos ponham fim ao bloqueio dos portos iranianos e levantem as sanções contra a sua indústria petrolífera.

Com o impasse nas negociações, o bloqueio do estreito por parte do Irão fez disparar os preços dos combustíveis e agitou a economia mundial, aumentando a pressão sobre Trump antes das eleições intercalares de novembro.

Na publicação, Trump fez referência ao atentado contra o USS Cole em 2000, no qual, como já tinha referido anteriormente, o Irão terá estado "provavelmente envolvido".

Na segunda-feira, afirmou que as várias exigências de compensação seriam incluídas "de forma firme em todas e quaisquer negociações futuras" com o Irão.

Veículos passam diante de uma faixa, em inglês e farsi, com a inscrição “We will kill Trump”, em Teerão, 10 de agosto de 2026
Veículos passam diante de uma faixa, em inglês e farsi, com a inscrição “We will kill Trump”, em Teerão, 10 de agosto de 2026 AP Photo

Irão: remodelação militar

Entretanto, na segunda-feira, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, nomeou o general da Guarda Revolucionária, Ali Abdollahi, como chefe das Forças Armadas do país, tendo também confirmado um novo comandante para a própria Guarda, imprimindo assim a sua marca na estrutura militar iraniana.

Abdollahi já tinha chefiado o Khatam al-Anbiya, o comando militar central inter-ramos do Irão responsável pela coordenação das operações.

Num comunicado publicado no seu sítio na internet, Khamenei anunciou que "o general de divisão Ali Abdollahi foi nomeado chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. O general de brigada Ahmad Vahidi foi igualmente nomeado comandante-chefe do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, com o posto de general de divisão".

Manifestante iraniano pró-governo segura um cartaz com a imagem do líder supremo, aiatola Mojtaba Khamenei, em Teerão, 28 de julho de 2026
Manifestante iraniano pró-governo segura um cartaz com a imagem do líder supremo, aiatola Mojtaba Khamenei, em Teerão, 28 de julho de 2026 AP Photo

As duas nomeações são as primeiras escolhas de alto nível de Khamenei para as forças armadas desde que foi designado líder supremo, no início da guerra, após a morte do pai em ataques norte-americano-israelitas.

Abdollahi tem feito ameaças belicistas ao longo da guerra, advertindo no início deste mês os vizinhos regionais de que “qualquer país que sirva de escudo defensivo à América criminosa e agressiva será engolido pelas chamas da guerra”.

Outras fontes • AFP

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