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Guiné-Conacri: deslizamento em lixeira provoca 30 mortos

Equipa de salvamento procura entre um monte de lixo após o colapso no maior aterro de Conacri, Guiné, 23 de agosto de 2026.
Equipa de salvamento procura entre um monte de lixo após o colapso no maior aterro de Conacri, Guiné, 23 de agosto de 2026. Direitos de autor  AP Photo/Fodo Toure
Direitos de autor AP Photo/Fodo Toure
De Evelyn Ann-Marie Dom
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Chuvas fortes provocaram um deslizamento no monte de resíduos. O governo tinha emitido ordens de despejo aos moradores que viviam junto ao aterro, nos dias anteriores, por receio de um colapso.

Um deslizamento de terras num aterro de resíduos na Guiné-Conacri, no início da manhã de domingo, provocou a morte a 30 pessoas e feriu várias outras, depois de fortes chuvas terem levado ao colapso de uma montanha de lixo, segundo responsáveis governamentais.

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O deslizamento soterrou tendas e barracas nas imediações e destruiu várias casas, enquanto equipas de resgate, apoiadas por escavadoras, vasculhavam os escombros do aterro colapsado numa operação de busca e salvamento.

Pelo menos mais seis pessoas ficaram gravemente feridas.

“Foram mobilizados importantes meios humanos e materiais para procurar eventuais pessoas ainda soterradas, socorrer as vítimas e recuperar os corpos”, indicou o governo em comunicado.

“Foram tomadas as medidas necessárias para assegurar cuidados médicos aos feridos e assistência aos afetados pela tragédia”, acrescenta a nota.

A forte chuva começou a cair logo no início da manhã de domingo, arrastando resíduos no aterro a céu aberto de Dar Es Salam, o maior da periferia de Conacri, a capital do país. .

Equipas de resgate procuram entre uma pilha de resíduos após o colapso do maior aterro de Conacri, 23 de agosto de 2026.
Equipas de resgate procuram entre uma pilha de resíduos após o colapso do maior aterro de Conacri, 23 de agosto de 2026. AP Photo/Fodo Toure

O encerramento do aterro, recentemente anunciado, estava marcado para o mesmo domingo em que ocorreu o deslizamento.

Dias antes do incidente, moradores junto ao aterro tinham recebido ordens de saída por parte do governo, devido ao receio de um colapso. Muitos foram obrigados a partir, mas, segundo as autoridades locais, outros continuavam na zona no momento da tragédia.

“Vamos garantir que as famílias que ainda restam sejam realojadas noutra zona”, afirmou no local Dienabou Touré, ministra da Administração Territorial e Descentralização.

Um morador do bairro de Dar Es Salam descreveu à agência noticiosa AFP os esforços da população local para evitar que se verificasse uma tragédia.

“Organizámos vigílias, convidámos os responsáveis dos serviços competentes, mas não levaram a situação a sério. Por isso, hoje, com este deslizamento, responsabilizo o Estado, porque não tomou as medidas necessárias para encerrar o aterro. E, no entanto, prometeram-nos isso há um ano”, explicou o ativista Abou Hamza.

A Guiné-Conacri é rica em recursos minerais e possui as maiores reservas mundiais de bauxite, rocha que constitui a principal fonte de alumínio. O país dispõe também de minério de ferro, ouro, diamantes e outros minerais.

Ainda assim, 43,7% da população vive abaixo da linha de pobreza, segundo o Banco Mundial. Cerca de 3,7 milhões de pessoas num total de 15,1 milhões sobrevivem com menos de 4,20 dólares (3,60 euros) por dia.

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