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Dolly Parton quis submeter‑se a tratamento experimental contra o cancro, revela irmã

Dolly Parton atua em concerto em Tóquio, 30 de julho de 1979
Dolly Parton atua em concerto em Tóquio, 30 de julho de 1979. Direitos de autor  Credit: AP Photo
Direitos de autor Credit: AP Photo
De Theo Farrant
Publicado a Últimas notícias
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Segundo a irmã de Dolly Parton, mesmo nos últimos dias de vida, a estrela da country music continuava a pensar em formas de ajudar os outros.

A irmã mais nova de Dolly Parton, Stella Parton, publicou uma sentida homenagem à falecida estrela da música country, revelando que Dolly estava disposta a submeter-se a tratamentos experimentais contra o cancro na esperança de ajudar outras pessoas.

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“A minha irmã foi das pessoas mais generosas, atenciosas e bondosas que alguma vez conheci”, escreveu Stella numa homenagem partilhada no Facebook. “O que o mundo via era exatamente quem ela era.”

Stella, uma dos 11 irmãos de Dolly, contou que a irmã lhe disse recentemente que, se não houvesse esperança de recuperação, permitiria ainda assim que os médicos testassem medicamentos experimentais que pudessem vir a beneficiar futuros doentes oncológicos.

“Disse-me recentemente que, se não houvesse esperança para ela, permitiria ainda assim que a sua equipa médica experimentasse novos fármacos, na esperança de ajudar outras pessoas no futuro”, escreveu Stella. “A minha irmã pensava sempre nos outros.”

Dolly Parton à chegada à 61.ª edição dos Grammy Awards, em 10 de fevereiro de 2019, em Los Angeles.
Dolly Parton à chegada à 61.ª edição dos Grammy Awards, em 10 de fevereiro de 2019, em Los Angeles. Credit: AP Photo

Dolly morreu na terça-feira, aos 80 anos, pouco depois de uma “breve luta” contra o cancro. Estava a ser tratada no Vanderbilt-Ingram Cancer Center, em Nashville, na sequência de problemas renais e autoimunes, e morreu rodeada pela família.

Stella recordou também a relação próxima com a irmã, contando que tinham um encontro semanal para tomar café ao telefone todas as terças-feiras de manhã, “antes de nascer o sol”.

“O meu café das manhãs de terça-feira nunca mais será o mesmo, mas o seu amor, respeito e bondade vão permanecer”, disse. “Deixou o mundo num lugar melhor só por nele ter estado, por isso sigamos o seu exemplo.”

Outras homenagens à rainha da música country

Desde a morte de Dolly, inúmeras homenagens têm chegado do mundo da música, do cinema e da política.

Donald Trump ordenou que as bandeiras fossem içadas a meia haste em honra da artista e escreveu na Truth Social: “Esta é uma verdadeira perda para milhões de pessoas. Nunca houve ninguém como ela, nem voltará a haver. Em sua honra, vou pôr a bandeira americana a meia haste em todos os Estados Unidos, durante um período de uma semana, a partir de hoje às 18h00.”

A sua homenagem, porém, suscitou algumas críticas...

Por seu lado, o antigo presidente Joe Biden descreveu Parton como “uma original americana” e elogiou o seu trabalho como defensora das mulheres e da igualdade, bem como a sua ação caritativa ao fornecer livros a crianças em todo o mundo.

Músicos como Paul McCartney, Céline Dion, Elton John, Eminem, Taylor Swift e Beyoncé também prestaram homenagem. McCartney chamou a Parton “uma mulher maravilhosa”, enquanto Dion a descreveu como “luz pura, com um coração bondoso e um espírito generoso”.

Sir Elton John afirmou que Parton era “um gigante enquanto artista, única e insubstituível, com o coração mais bondoso”. Beyoncé, que colaborou com Parton no álbum de inspiração country “Cowboy Carter”, de 2024, descreveu-a como “o barómetro” e “a estrela polar” da indústria musical.

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