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Energia solar ultrapassa o carvão pela primeira vez na China. Como se compara a Europa?

Painéis solares operam na Base Fotovoltaica Top Runner de Dalad Banner, na Mongólia Interior, norte da China, em 12 de junho de 2026
Painéis solares em funcionamento na base fotovoltaica Dalad Banner Top Runner, na Mongólia Interior, norte da China, 12 de junho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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A China registou um crescimento explosivo das energias renováveis, enquanto o peso do carvão na sua matriz energética tem vindo a diminuir nos últimos anos.

A capacidade de energia solar da China ultrapassou pela primeira vez a da eletricidade produzida a partir de centrais a carvão.

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“No final de julho deste ano, a capacidade instalada de energia solar da China atingia 1,286 mil milhões de quilowatts”, indicou a Administração Nacional de Energia (NEA).

“Pela primeira vez, a capacidade fotovoltaica instalada ultrapassou a energia produzida a partir do carvão, tornando-se a maior categoria de fonte de eletricidade na China”, acrescentou.

Segundo o organismo, a capacidade instalada de centrais a carvão do país era de 1,285 mil milhões de quilowatts.

A produção de energia solar aumentou 15,5 % nos primeiros sete meses de 2026 face ao mesmo período do ano passado, para 802,4 mil milhões de quilowatt-hora, cerca de um oitavo do total do país, informou a NEA noutra nota.

A China, o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa responsáveis pelas alterações climáticas, comprometeu-se a atingir o pico das emissões de carbono até 2030 e a alcançar a neutralidade carbónica até 2060.

Pilhas de carvão junto a uma fábrica química em Datong, 14 de março de 2026
Pilhas de carvão junto a uma fábrica química em Datong, 14 de março de 2026 AP Photo

As declarações não especificaram qual foi a produção total de eletricidade a partir do carvão nos primeiros sete meses deste ano.

A NEA afirmou que a capacidade instalada e a produção de energia solar na China “têm mantido uma tendência estável de rápido crescimento”, desempenhando um “papel cada vez mais relevante” na garantia do abastecimento elétrico e na condução da transição energética.

O carvão tem sido, há décadas, a principal fonte de produção elétrica da China e um dos grandes motores das emissões que aquecem o planeta.

No entanto, a produção de eletricidade a partir do carvão no país recuou quase 2 % em 2025, apesar do aumento da procura de energia no maior emissor mundial, segundo dados analisados pela agência noticiosa AFP em fevereiro.

Tratou-se da primeira quebra em seis anos, e alguns analistas referem que foi a primeira vez de que há registo em que a produção de eletricidade a carvão diminuiu ao mesmo tempo que a procura de energia aumentou.

A China tem registado um crescimento explosivo nas instalações de energias renováveis, com a quota do carvão no mix energético a diminuir gradualmente nos últimos anos.

No ano passado, foram instalados no país 315 gigawatts de energia solar e 119 gigawatts de energia eólica, um máximo histórico que representa mais de 80 % da nova capacidade de produção elétrica, de acordo com o Conselho de Eletricidade da China.

Europa e China: como se comparam na produção de energia

Os países da UE seguem atrás da China nas renováveis, em parte porque o país iniciou a transição para a energia limpa muito mais cedo. Em 2023, por exemplo, a China instalou entre 180 e 230 gigawatts de solar, contra 58 gigawatts em todos os países europeus juntos.

O controlo chinês sobre componentes e patentes de tecnologias limpas faz grande diferença na rapidez e no custo das instalações, a par dos menores custos de mão de obra.

A rede elétrica chinesa é também mais eficiente a integrar energia proveniente de múltiplas fontes, enquanto a rede europeia tem sido descrita como “obsoleta”. A hibridização tem sido apontada como solução.

Outras fontes • AFP

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