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EUA lançam novos ataques no sul do Irão e Teerão responde com ataques na Jordânia, Bahrein e Kuwait

ARQUIVO: Mísseis de fabrico nacional iranianos são exibidos pelas forças armadas em frente ao monumento Azadi, em Teerão, 29 de julho de 2026
FILE: Mísseis iranianos produzidos internamente exibidos pelas forças armadas frente ao monumento Azadi, em Teerão, 29 julho 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Peter Barabas & Nathan Rennolds
Publicado a Últimas notícias
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As Forças Armadas dos EUA lançaram novas vagas de ataques contra instalações militares na costa sul do Irão. Teerão respondeu de imediato com mísseis e drones na Jordânia, no Bahrein e no Kuwait, reavivando o ciclo de hostilidades e ameaças mútuas.

As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram ter lançado na terça-feira ondas sucessivas de ataques prolongados contra alvos do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) ao longo da costa sul do Irão, levando Teerão a desencadear ataques com mísseis e drones contra “instalações militares” na Jordânia, no Bahrein e no Kuwait, ao mesmo tempo que ameaçou uma resposta mais ampla.

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Meios de comunicação semi-oficiais de Teerão afirmaram que as suas tropas dispararam mísseis e drones em resposta aos ataques norte-americanos, tendo sido registadas explosões sobre a cidade jordaniana de Aqaba, no sul do país, enquanto soavam sirenes em Mafraq.

As Forças Armadas da Jordânia referiram em comunicado que intercetaram 13 mísseis balísticos que entraram no espaço aéreo do reino, enquanto o exército do Kuwait emitiu alertas de emergência indicando que está a intercetar uma “agressão iraniana”.

O IRGC divulgou um comunicado através dos meios de comunicação iranianos em que afirma que os ataques “apertaram o controlo sobre o estreito de Ormuz” e que os Estados Unidos irão “lamentar” as suas ações.

Os media estatais iranianos alegaram que os Estados Unidos bombardearam primeiro locais civis ao longo da costa sul do Irão e atingiram um aeroporto civil, com explosões ouvidas nas zonas de Bandar Abbas, Sirik, ilha de Qeshm, Asaluyeh, Lavan, Jask, Jiroft e noutros locais.

Teerão afirmou que pelo menos quatro pessoas, incluindo uma criança, morreram e várias ficaram feridas quando um ataque norte-americano atingiu uma casa onde decorria uma cerimónia de casamento em Kuhestak, no sul do Irão.

O aiatola iraniano Mojtaba Khamenei ameaçou com “lições inesquecíveis para o inimigo americano” numa publicação na rede X.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que os ataques se seguiram a “recentes tentativas de ataque do IRGC contra navios comerciais no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região”.

Numa publicação na plataforma Truth Social, o presidente norte-americano Donald Trump advertiu Teerão de que, se retaliar pelo que descreveu como “este ataque plenamente justificado”, o Irão “voltará a ser atingido a um nível muito mais duro e elevado”.

Trump declarou na terça-feira à Fox News que Washington notificou os aliados do Golfo antes dos ataques e que estes se concentraram sobretudo em neutralizar instalações de radar em reparação, já severamente danificadas por anteriores ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel na guerra que dura há seis meses.

Nessa chamada telefónica com a cadeia, Trump afirmou que os militares norte-americanos vinham a acompanhar os esforços do Irão para reconstruir sistemas de radar e esperaram até que os trabalhos estivessem quase concluídos antes de lançarem os ataques.

Mais cedo, na terça-feira, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o seu país está preparado para retomar o acordo de cessar-fogo negociado com os Estados Unidos da América em junho, caso Washington esteja disposto a cumprir os respetivos termos.

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