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Irão ataca alvos militares dos EUA na região, enquanto Washington investiga o ataque mortal durante casamento

Aves juntam-se em redor de lixo numa praia, enquanto navios comerciais permanecem fundeados no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, Irão, 2 de setembro de 2026
Aves juntam-se junto de lixo numa praia enquanto navios comerciais estão ancorados no Estreito de Ormuz, ao largo de Bandar Abbas, Irão, 2 de setembro de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Malek Fouda
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Os preços do petróleo voltaram a disparar esta semana, após algumas semanas de relativa estabilidade, com o Irão a manter o controlo apertado sobre o estratégico estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do transporte mundial de petróleo.

O Irão afirmou, na quinta-feira, ter atingido bases militares norte-americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, prometendo vingar um alegado ataque a um casamento levado a cabo por Washington, enquanto o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmava que o incidente estava a ser investigado.

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Os novos confrontos, que começaram com os ataques dos EUA no domingo, aprofundaram o impasse na guerra que já dura há seis meses, numa altura em que o Irão mantém um controlo apertado sobre o estratégico Estreito de Ormuz e Washington continua a bloquear os portos iranianos.

Na quinta-feira, o exército do Kuwait afirmou ter interceptado um ataque com mísseis e drones provenientes de Teerão, ao passo que o exército iraniano declarou ter atingido alvos norte-americanos na base aérea Ahmad al-Jaber "com mísseis e drones". O Kuwait qualificou os bombardeamentos como uma "grave violação das normas do direito internacional".

O exército iraniano afirmou também ter atingido a base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, mas este país não relatou qualquer ataque desse tipo.

Estes ataques ocorreram após o Crescente Vermelho iraniano ter anunciado que um ataque com mísseis contra um casamento na cidade costeira de Kuhestak, na noite de terça-feira, causou a morte de pelo menos quatro pessoas, incluindo uma criança, e feriu mais de 50 participantes nas celebrações.

Vance afirmou que Washington estava a investigar o alegado ataque, mas manifestou reservas quanto às informações provenientes do Irão.

"Sei que estamos a investigar", declarou em conferência de imprensa na Casa Branca. "Direi que os órgãos de comunicação social estatais iranianos não têm sido bons cronistas do que tem acontecido neste conflito. Por isso, estou extremamente céptico em relação a isto”.

Na quinta-feira, o comandante dos Guardas da Revolução iranianos (IRGC), Ahmad Vahidi, prometeu vingar as vítimas do ataque, afirmando que "o sangue puro destes mártires oprimidos não ficará sem resposta".

Por seu turno, o porta-voz do Comando Central dos EUA (CENTCOM), Tim Hawkins, afirmou que "as forças armadas norte-americanas nunca visam civis, ao contrário dos Guardas da Revolução". Este incidente é semelhante a um ataque ocorrido nos primeiros dias da guerra, no qual mais de 120 crianças em idade escolar morreram num bombardeamento a uma escola de raparigas. Os EUA negaram inicialmente o ataque, mas acabaram por confirmá-lo após investigações.

Os bombardeamentos extensos dos EUA contra alvos em todo o Irão mataram, pelo menos, 19 pessoas na última semana, depois do presidente Donald Trump ter declarado que as suas forças estavam preparadas para atacar o Irão "a qualquer momento".

Na quinta-feira, uma agência noticiosa estatal iraniana acrescentou que seis membros das forças navais do exército iraniano tinham sido mortos em ataques perpetrados pelos EUA durante a semana, embora não fosse de imediato claro se estes seis se encontravam entre os 19 mortos.

Teerão retaliou com ataques por todo o Médio Oriente, alegando terem sido visadas bases e forças norte-americanas em países árabes do Golfo aliados de Washington, nomeadamente nos Emirados Árabes Unidos, no Kuwait, no Bahrein, na Jordânia e na região do Curdistão iraquiano.

No entanto, Vance afirmou que "não chamaria a isto uma guerra", sustentando que "neste momento não há troca ativa de tiros" e descrevendo as trocas ocasionais de fogo como "surtos de violência". Ainda assim, manteve que a fase de combate ativo durou apenas cerca de seis semanas.

A guerra eclodiu a 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão, que mataram o antigo líder supremo, o aiatola Ali Khamenei, no primeiro ciclo de ataques do conflito.

Um cessar-fogo frágil colapsou em julho, após a retomada dos ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz, por onde anteriormente passava um quinto do abastecimento mundial de petróleo.

Outras fontes • AFP

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