Loader
Encontra-nos
Publicidade

Responsável da UE para a Defesa pede “resposta dolorosa” às ameaças híbridas russas

Comissário europeu para a Defesa Andrius Kubilius no Comité Militar da União Europeia, em Bruxelas, Bélgica, em maio de 2026.
Comissário Europeu para a Defesa Andrius Kubilius no Comité Militar da União Europeia, Bruxelas, Bélgica, maio de 2026. Direitos de autor  European Council
Direitos de autor European Council
De Angela Skujins
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

Altos comissários europeus bálticos dizem à Euronews apoiar os ousados planos de Ursula von der Leyen para impulsionar a defesa europeia, de um “doloroso” manual de combate a ameaças híbridas a um novo grupo político de segurança

O Comissário europeu para a Defesa, Andrius Kubilius, afirmou que a Europa pode responder à Rússia de forma “dolorosa” através da elaboração de um manual de resposta à guerra híbrida.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

“Podemos encontrar formas de fazer com que a Rússia pague um preço bastante doloroso pelas suas provocações”, disse em declarações exclusivas ao principal programa de atualidade da Euronews, “Europe Today”.

“Foi disso que a presidente da Comissão falou.”

Kubilius referia-se às declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no discurso sobre o Estado da União, na quarta-feira, em que propôs que a Europa deve desenvolver um mecanismo que lhe permita responder a incidentes de guerra híbrida.

Recentes incursões de drones abalaram o flanco oriental da Europa, tal como muitos outros incidentes na chamada zona cinzenta da guerra, como o corte de cabos e a instrumentalização de migrantes.

A sucessão de incidentes no último mês levou cinco comissários europeus bálticos a exigir uma resposta mais firme do executivo comunitário em apoio à região.

Von der Leyen aproveitou o discurso sobre o Estado da União, na quarta-feira, para apresentar uma nova resposta europeia a incidentes e guerra híbrida. São ameaças “que ficam aquém de uma agressão armada", notou a líder do executivo comunitário, mas que, porém, "ameaçam claramente" a "segurança nacional” da União Europeia (UE).

Entre as propostas que a presidente da Comissão apresentou está um mecanismo para complementar o artigo 4.º da NATO, a que chamou Protocolo de Segurança de Emergência.

“Quando for acionado por um Estado-membro, todos os Estados-membros se reunirão para coordenar uma resposta europeia”, explicou von der Leyen, “para dissuadir nova escalada e mitigar o impacto”.

Unir esforços

Kubilius disse à Euronews que a Comissão Europeia está a trabalhar em planos sobre como pode ajudar os países particularmente afetados por ameaças híbridas.

“A União Europeia é uma união de solidariedade”, afirmou.

Mas o esforço de segurança não fica por aqui, com von der Leyen a defender também um possível novo formato de líderes, denominado Conselho de Segurança Europeu.

Segundo a responsável, o grupo incluiria não só Estados-membros da UE, mas também países com posições semelhantes, como a Ucrânia, o Reino Unido, a Noruega e o Canadá, reunidos para enfrentar as principais questões geopolíticas que a Europa tem pela frente, entre elas uma Rússia cada vez mais audaz e o recuo dos Estados Unidos da arquitetura de segurança europeia.

“Há muito tempo que discutimos um formato de líderes centrado na segurança do nosso continente”, afirmou von der Leyen. “Isto é ainda mais urgente agora, tendo em conta a natureza e a escala dos riscos em causa.”

Na prática, líderes como o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy já são frequentemente convidados para as reuniões do Conselho Europeu. O novo formato institucionalizaria esta relação, criando um quadro específico para debater questões de segurança.

A grande questão é como evitar que o grupo duplique o trabalho da NATO, uma organização com 77 anos, da qual fazem parte 23 países da UE.

O comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, afirmou que o Conselho de Segurança Europeu iria “complementar a NATO” e não “competir com a NATO”.

“Vemos que a guerra na Ucrânia se transformou numa guerra de drones e que a Rússia está a produzir milhões de drones por ano”, afirmou no “Europe Today”. “Precisamos de reforçar as nossas capacidades de defesa contra drones.”

Questionado sobre se poderia haver duplicação através do Protocolo de Segurança de Emergência proposto ou do Conselho de Segurança Europeu, um responsável da NATO disse à Euronews que a organização acolhe com satisfação o facto de os Aliados europeus e parceiros estarem a fazer mais em prol da segurança partilhada.

“Como voltou a ser sublinhado na Cimeira de Ancara, a NATO é o alicerce da nossa defesa coletiva e continuaremos a trabalhar de perto com a UE na prossecução da nossa agenda comum, incluindo o aumento da produção da indústria de defesa e a garantia de apoio contínuo à Ucrânia”, afirmou o responsável.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Rheinmetall: Papperger afirma que “os robôs vão chegar”

Comissão Europeia e NATO debatem guerra híbrida da Rússia após incidente com drone na Alemanha

Responsável da UE para a Defesa pede “resposta dolorosa” às ameaças híbridas russas