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Coreia do Sul: três soldados feridos em explosão na Zona Desmilitarizada

Militares sul-coreanos fazem a patrulha perto da fronteira com a Coreia do Norte, 18 fevereiro 2025
Militares sul-coreanos fazem a patrulha perto da fronteira com a Coreia do Norte, 18 fevereiro 2025 Direitos de autor  AP Photo/Ahn Young-joon
Direitos de autor AP Photo/Ahn Young-joon
De Harry Bligh
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A Zona Desmilitarizada (DMZ) é uma faixa de segurança de 248 km que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul. É uma das fronteiras mais fortificadas do mundo.

Três militares do exército sul-coreano ficaram feridos numa explosão durante uma operação perto da fronteira com a Coreia do Norte, informou esta segunda-feira as Forças Armadas de Seul.

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O incidente ocorreu a sul da Linha de Demarcação Militar, no interior da Zona Desmilitarizada (DMZ), uma das fronteiras mais fortificadas e minadas do mundo.

Dois dos militares feridos foram retirados de helicóptero, enquanto um terceiro ia ser transportado por estrada antes de ser retirado por via aérea, indicou o Estado-Maior Conjunto (JCS).

Desconhece-se para já se a explosão foi provocada por uma mina norte-coreana, uma mina sul-coreana ou outro engenho explosivo.

Os três militares “ficaram feridos na explosão de causa desconhecida enquanto conduziam uma operação numa zona situada a sul da Linha de Demarcação Militar, acrescentou o Estado-Maior Conjunto em comunicado.

Os militares não divulgaram para já detalhes sobre a gravidade dos ferimentos.

A DMZ é uma zona tampão com 248 quilómetros de comprimento e cerca de quatro quilómetros de largura, que divide a península coreana desde o armistício de 1953, que pôs fim à Guerra da Coreia.

Visitantes passam junto a um mapa da Zona Desmilitarizada (DMZ) no Pavilhão Imjingak, em Paju, 22 de novembro de 2023
Visitantes passam junto a um mapa da Zona Desmilitarizada (DMZ) no Pavilhão Imjingak, em Paju, 22 de novembro de 2023 AP Photo

Embora a própria zona esteja oficialmente desmilitarizada, as fronteiras norte e sul contam-se entre as mais fortificadas do mundo e continuam repletas de minas terrestres.

Dados militares citados pela agência Yonhap estimam em cerca de 800 mil o número de minas enterradas nesta zona. Muitas datam da Guerra da Coreia, apesar de a colocação de engenhos ter continuado nos últimos anos.

Desde 2024, depois de o líder norte-coreano Kim Jong-un ter designado a Coreia do Sul como “principal inimigo”, o exército de Pyongyang tem vindo a colocar minas e a construir barreiras anti-tanque ao longo da fronteira, numa tentativa de selar de forma permanente a linha de demarcação.

As forças armadas sul-coreanas já tinham indicado que vários soldados norte-coreanos morreram ou ficaram feridos em explosões acidentais de minas durante estes trabalhos.

No passado, os incidentes com minas terrestres aumentaram as tensões entre as duas Coreias.

Um mapa mostra a DMZ, a zona tampão entre os dois países

Em 2015, dois soldados sul-coreanos ficaram gravemente feridos quando uma mina terrestre explodiu no lado sul da DMZ, tendo um deles perdido as duas pernas.

Seul concluiu que militares norte-coreanos tinham atravessado a Linha de Demarcação Militar para colocar as minas, acusação que Pyongyang negou.

O incidente levou a Coreia do Sul a retomar transmissões por altifalante contra o regime norte-coreano ao longo da fronteira.

Este incidente mais recente ocorre numa altura em que o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, tem apelado repetidamente a um diálogo incondicional com o Norte. Apelos que, até agora, não obtiveram resposta de Pyongyang.

Outras fontes • AFP

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