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Estados Unidos: petróleo cai e bolsas sobem após Trump falar em “cessar-fogo energético”

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Arquivo – refinaria de petróleo -  Direitos de autor  AP Photo
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De Angela Barnes
Publicado a •Últimas notícias
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Maiores bolsas avançam antes da abertura europeia, com queda do petróleo após Trump anunciar “cessar-fogo energético” Rússia-Ucrânia, compensando ataques hutis à Arábia Saudita

Os dois principais contratos de crude recuaram mais de 1% após a declaração do presidente dos Estados Unidos, apesar de esta ter causado surpresa em Kiev, que também afirmou que Moscovo atingiu várias centrais elétricas no país.

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“Com efeito imediato, há um CESSAR-FOGO ENERGÉTICO na guerra entre a Rússia e a Ucrânia”, escreveu Trump no início de domingo na rede Truth Social. “Ambas as partes concordaram. Não o violem!”

A publicação surgiu depois de Trump ter apelado ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que suspendesse os ataques a refinarias russas e de ter afirmado que era “altura de a Ucrânia ter um novo presidente” que finalmente encerrasse a guerra.

Zelensky pareceu surpreendido com o anúncio, dizendo que procurava mais detalhes, mas acrescentou que “a Ucrânia apoia o cessar-fogo e é importante que a Rússia também o apoie”.

A Rússia ainda não confirmou qualquer acordo.

Embora o anúncio tenha sido bem recebido pelos aliados da Ucrânia, Trump foi alvo de críticas depois de anunciar um alívio temporário das sanções norte-americanas ao gasóleo russo, medida que líderes europeus e Kiev disseram apenas fortalecer o presidente russo, Vladimir Putin.

A queda dos preços do petróleo anulou uma subida inicial registada em reação aos ataques dos rebeldes houthis à Arábia Saudita durante o fim de semana.

Pelo menos uma dúzia de pessoas morreu no sábado no aeroporto internacional de Riade – o ataque mais mortífero em solo saudita em mais de uma década – e outra vítima morreu após um segundo ataque no domingo.

Os ataques representaram uma forte escalada na guerra do Iémen, em que Riade apoia há muito tempo, militarmente, o governo internacionalmente reconhecido contra os houthis.

O grupo apoiado pelo Irão reivindicou no domingo vários ataques nas últimas 24 horas e ameaçou continuar a atingir os principais nós de transporte do reino, descrevendo-os como “um teatro de operações para as nossas forças”.

“O mercado já não paga totalmente o prémio geopolítico por cada nova manchete, e esse é provavelmente o sinal mais útil no comportamento dos preços esta manhã”, escreveu Stephen Innes, da SPI Asset Management.

“Um ataque é relevante se ameaçar barris reais, rotas marítimas, capacidade de refinação ou custos de seguro; caso contrário, o mercado mostra-se cada vez mais relutante em pagar mais só porque o indicador geopolítico fica a vermelho.

“O mercado físico continua suficientemente apertado para manter o Brent acima dos 100 dólares, mas os futuros recusam tratar cada nova escalada como o início de outro choque inflacionista em linha reta.”

Mercados: panorama no início de segunda-feira

A queda dos preços do petróleo sustentou a maioria dos mercados asiáticos, com Hong Kong, Sydney, Singapura, Wellington e Manila em alta.

Já Seul e Taipé foram pressionadas pelas perdas dos fabricantes de chips SK hynix, Samsung e TSMC. Tóquio esteve encerrada devido a um feriado.

Os futuros norte-americanos avançavam de forma acentuada.

Os investidores preparam-se também para a divulgação de dados-chave sobre a inflação e as vendas a retalho nos Estados Unidos, que podem ter um peso importante nas decisões da Reserva Federal sobre as taxas de juro. O banco reúne-se no final de outubro.

Está igualmente no radar o arranque da época de resultados esta semana, com os gigantes bancários JPMorgan, Goldman Sachs e Bank of America a apresentarem contas.

Os gigantes tecnológicos seguem-se mais para o fim do mês e em novembro, com os investidores atentos às perspetivas para o setor da inteligência artificial, tendo em conta os montantes avultados que lhe foram canalizados nos últimos anos.

Outras fontes • AP/ AFP

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