Todas as semanas, um vai e vem de veículos passa pelo posto de controlo de Agadez. A cidade do centro do Níger é um ponto de passagem para quem ruma em direção à Líbia, para depois seguir para a Europa.
A euronews falou com um grupo de africanos que fez o caminho inverso, fugindo do inferno líbio. "Não podemos contar tudo o que se passou porque é extremamente grave", disse um cidadão do Burkina Faso.
O número de viagens para a Líbia a partir do Níger baixou drasticamente desde a entrada em vigor de uma lei para travar a imigração ilegal. Um rude golpe para a economia local que dependia da atividade do transporte de imigrantes.
Os fundos europeus destinados à reconversão profissional dos antigos passadores não compensaram as perdas e há quem continue a trabalhar ilegalmente, apesar dos riscos.
"Temos de passar por rotas alternativas para evitar os guardas armados. O caminho é mais longo e mais perigoso. Sabemos que é perigoso, mas para nós o maior perigo é não poder alimentar a família", contou um passador.