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Europe Weekly: pode evitar-se o desastre do fim do euro?

Europe Weekly: pode evitar-se o desastre do fim do euro?
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De Euronews
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A moeda única atingiu um ponto crítico. Quando os líderes começam a falar de integração ou desintegração e de poucos dias para salvar o euro, é porque há um problema. Pode evitar-se o desastre? Esse é o foco do Europe Weekly desta semana.

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Se já não bastassem os temores sobre a moeda única, as perspetivas de crescimento económico na zona euro também sao sombrias. A OCDE diz que está de novo mergulhada na recessão.

Os ministros das Finanças da zona euro mantiveram conversações cruciais sobre a optimização do fundo de resgate, o FEEF. Como é que isso será feito é que continua envolto em mistério.

A Alemanha quer que a UE tenha mais poder para controlar os orçamentos individuais dos estados-membros. A poucos dias da cimeira dos líderes da UE, em Bruxelas, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, também defendeu mudanças no tratado, algo considerado vital pelos dois países.

Apesar da pressão internacional para alargar a ação do Banco Central Europeu, o governo de Berlin continua a recusar. O correspondente da euronews Paul Hackett entrevistou o eurodeputado alemão do PPE, Elmar, Brok sobre os fundamentos da posição alemã.

“Temos de cumprir as regras comuns e reforçar a competitividade”

Paul Hackett/euronews (PH/euronews): “Porque é que a chanceler Angela Merkel e o presidente Nicolas Sarkozy fazem pressão para que as instituições de Bruxelas tenham mais poder?”

Elmar Brok/Membro do Parlamento Europeu -Partido Popular Europeu (EB/MPE-PPE): “Temos uma moeda comum e temos que manter as regras, de modo a que essa moeda possa funcionar. O facto das regras terem sido infrigidas em muitos estados-membros – incluindo o meu próprio país – fez com que a Europa perdesse credibilidade nos mercados. Por isso temos que fortalecer as regras, deixar claro que será ainda mais difícil se não aplicarmos regras mais fortes.”

PH/euronews: “Isso significa que vamos ter um núcleo federativo?”

EB/MPE-PPE: “Não, acho que se manterá a independência dos países-membros. Mas com regras comuns. E penso que se alguém quer ter a solidariedade dos outros – tendo infrigido as regras numa situação de crise -, deve estar disposto a aceitar certas condições para ter essa ajuda. “

PH/euronews: “Mas a Alemanha também infrigiu as regras, não foi?”

EB/MPE-PPE: “E por isso mesmo temos criticado bastante o nosso governo. Mas penso que isso não nos ajuda nesta crise. Todos infrigiram as regras, não há quase ninguém que não o tenha feito.”

PH/euronews: “Logo, não será um pouco injusto que a Alemanha de certa forma pregue aos outros o que fazer. Se todos quebraram as regras, isso é algo hipócrita, não?”

EB/MPE-PPE: “Não, a senhora Merkel não quebrou as regras. Desde que está no governo conseguimos estabilizar o orçamento. A nossa economia é suficientemente competitiva para sobrevivermos neste mundo em mudança”.

PH/euronews: “Mas não chegou a hora da chanceler Angela Merkel, por mais doloroso que seja internamente, tomar uma posição?”

EB/MPE-PPE: ‘‘Acho que ela tem feito muito a nível nacional. Se tiver de explicar à população alemã que tem de dar garantias em nome da Grécia, Irlanda, Portugal – cujo valor representa dois terços do orçamento nacional da Alemanha -, isso é algo muito difícil de explicar’‘.

PH/euronews: “Qual é o impacto desta situação nos países que não pertencem à zona euro? Estão na União Europeia e em algum momento terão de poder dizer se querem ou não o euro…”

EB/MPE-PPE: “Penso que, com exceção da Grã-Bretanha, todos os outros são obrigados a juntar-se ao euro logo que preencham as condições. A Dinamarca também tem um pouco de margem para optar. Todos os outros países querem aderir ao euro logo que cumpram os critérios. A Grã-Bretanha terá de decidir se quer ficar de fora, mas se desejar aderir, deve poder fazê-lo.”

PH/euronews: “O que é preciso fazer para se sair desta confusão?”

EB/MPE-PPE: “O problema reside no facto de termos de cumprir as regras, de reforçá-las e fazer crescer a competitividade em todos os estados-membros. Tenho a certeza que serão apresentadas novas decisões na cimeira, mas também temos que usar melhor os instrumentos de que dispomos e os países devem fazer reformas estruturais que os tornem mais competitivos quando comparados com a China e outros países. Ainda temos muita margem de manobra. Espero que tenhamos a força e a coragem de fazer bom uso das nossas vantagens”.

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