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Ministro alemão rejeita eliminar salário mínimo para acolher refugiados

Ministro alemão rejeita eliminar salário mínimo para acolher refugiados
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De  Ricardo Figueira com REUTERS
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Sigmar Gabriel rejeitou a proposta feita pelo presidente do instituto económico IFO, Hans-Werner Sinn.

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O ministro alemão do trabalho, Sigmar Gabriel, garantiu que a onda de refugiados que o país está a receber não o vai fazer mudar a lei do salário mínimo.

A Alemanha, que até ao início deste ano não tinha um salário mínimo universal, introduziu no início deste ano um pagamento mínimo de 8,5 euros por hora.

“Àqueles que sugerem que eliminemos o salário mínimo para que os refugiados possam trabalhar como estagiários e conseguir um emprego mais cedo, eu digo não. Pode fazer sentido do ponto de vista económico, mas ao mesmo tempo iria criar uma guerra entre os pobres que vêm de outros países e os pobres que já cá estão. Não podemos aceitar e não vamos mudar a legislação”, disse o ministro.

Alguns economistas tinham defendido que o salário mínimo fosse eliminado, para permitir aos refugiados encontrar emprego mais depressa. Entre os defensores dessa teoria está Hans-Werner Sinn, presidente do IFO, o instituto económico mais prestigiado da Alemanha.

Gabriel defende que a prioridade, no acolhimento dos refugiados, deve ser dada às mulheres e crianças. Defende também uma maior ajuda aos países vizinhos da Síria e um reforço das fronteiras, para evitar novas vagas migratórias.

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