EventsEventosPodcasts
Loader
Find Us
PUBLICIDADE

TAPI: Um gasoduto para a paz e a estabilidade na Ásia Meridional

TAPI: Um gasoduto para a paz e a estabilidade na Ásia Meridional
Direitos de autor 
De  Euronews
Publicado a
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

É o início de uma grande aventura económica. A construção do gasoduto TAPI, que começa no Turquemenistão, passa pelo Afeganistão e pelo Paquistão e

PUBLICIDADE

É o início de uma grande aventura económica. A construção do gasoduto TAPI, que começa no Turquemenistão, passa pelo Afeganistão e pelo Paquistão e termina na Índia, é um um projeto fundamental para a região. O campo de exploração de gás turcomano de Galkynysh é o segundo maior do mundo e acolheu a cerimónia de lançamento das obras, na presença de altos-dignitários dos países envolvidos.

O gasoduto vai estender-se por 1.800 quilómetros, até à localidade de Fazilka, na fronteira indo-paquistanesa e deverá estar operacional dentro de 3 anos. O TAPI terá uma capacidade inicial de 33 mil milhões de metros cúbicos de gás natural por ano. O Turquemenistão vai fornecer 14 milhões de metros cúbicos por dia ao Afeganistão e 38 milhões ao Paquistão e à Índia. Mas adivinham-se grandes dificuldades porque o traçado do gasoduto passa por territórios controlados pelos talibãs.

“Devemos estar conscientes dos desafios que temos à nossa frente. Devemos reconhecer que as forças da violência e da rutura não podem continuar a ameaçar o desenvolvimento económico e a segurança dos nossos povos.” – alerta o vice-presidente indiano, Mohammad Hamid Ansari.

O projeto TAPI tem quase duas décadas. Além dos problemas administrativos, as questões de segurança têm atrasado o lançamento das obras. Mas agora vai avançar, assegura o ministro afegão das Minas e do Petróleo, Daud Shah Sabah:

“Conseguimos implementar a estrutura de proteção do maior projeto mineiro no país. É um modelo bem-sucedido que vamos reproduzir no TAPI. Esperamos igualmente que os grupos terroristas que vêm do estrangeiro consigam ser repelidos pelas comunidades locais quando tiverem um ativo que lhes traz bem-estar, como é o caso deste gasoduto.”

Os governantes da região, como o presidente turcomano, Gurbanguly Berdimuhamedov, apostam no desenvolvimento económico como motor da paz e da estabilidade.

“Este grande projeto vai ter uma importância económica enorme para o fornecedor de energia, para os países de trânsito e para os consumidores. Vai criar um ímpeto poderoso para o fortalecimento de um desenvolvimento sustentado e da paz. A construção deste gasoduto vai criar 12 mil empregos.”

A TurkmenGas é o acionista maioritário do consórcio que desenvolve este projeto mas espera que as grandes companhias energéticas se interessem pelo TAPI, explica o diretor-executivo-adjunto da empresa, Muhammetmirat Amanov:

“85 por cento do capital pertence à Tukmengas, o restante está divido pelos outros três países. Convidámos empresas estrangeiras e organizações financeiras a participar no projeto deste gasoduto.”

Turquia, Japão e Coreia do Sul já assinaram memorandos de entendimento com o Turquemenistão e a União Europeia também está lista dos potenciais clientes.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Emirados Árabes Unidos apostam no turismo desportivo

PME destacadas em Praga em clima de incerteza

Dubai põe 200 mil robôs ao serviço da economia