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Mario Draghi: Recuperação económica europeia afetada pelo Brexit

Mario Draghi: Recuperação económica europeia afetada pelo Brexit
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De  Antonio Oliveira E Silva com REUTERS E LUSA
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O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse que o crescimento económico da zona euro será lento por causa das incertezas criadas com o resultado do _Brexit_.

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Com Reuters e Lusa

O Banco Central Europeu (BCE) voltou esta quinta-feira a deixar a taxa de juro diretora inalterada em 0%, um mínimo histórico que mantém desde março.

A instituição de Frankfurt também indicou que a taxa de juro aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez se mantém em 0,25%, desde março, quando foi reduzida.

Por outro lado, a taxa de depósitos permanece inalterada em -0,40%, em território negativo desde junho de 2014.

A compra de dívida continuará nos nos 80 mil milhões de euros por mês até março de de 2017, com possibilidade de prolongamento caso o nível de inflação não atinja a meta dos 2%.

Mario Draghi, o presidente do BCE, anunciou revisões ao crescimento na zona euro. Mais 0,1% para 2016, ou seja, 1,7%.

ECB staff macroeconomic projections for the euro area, September 2016 https://t.co/6c74FPBWbR

— ECB (@ecb) 8 septembre 2016

Para os próximos dois anos, por outro lado, o BCE reviu em baixa a previsão, com menos 0,1%. A taxa de crescimento deverá ser de 1,6% em 2017 e 2018.

De resto, Draghi apontou os resultados do referendo realizado no Reino Unido sobre uma eventual saída da União Europeia ou Brexit como causa para a lenta recuperação da zona euro:

“A recuperação económica na zona euro deverá ser afetada pela ainda reduzida procura externa, parcialmente relacionada com as incertezas surgidas depois do resultado do referendo realizado no Reino Unido,” disse o presidente do BCE.

Para o fraco dinamismo económico da zona euro em muito tem contribuido a taxa de desemprego, que se situa numa média de 10% em toda a UE, assim como os cortes na despesa e investimento públicos por parte dos Governos dos Estados membros para aliviar as dívidas públicas acumuladas.

A atividade industrial mantém-se assim estagnada, em grande parte dos Estados membros, o que impede o aumento da inflação.

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