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Reino Unido confirma crescimento económico de 0,5% após voto no "Brexit"

Reino Unido confirma crescimento económico de 0,5% após voto no "Brexit"
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De  Francisco Marques
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Departamento britânico de estatísticas (ONS) divulga segunda estimativa do crescimento do PIB britânico, confirmando a previsão preliminar de há um mês, agora ressaltando o investimento e o imobiliári

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O Reino Unido confirma, para já, um crescimento económico em linha estabilizado nos 0,5 por cento para o terceiro trimestre deste ano, o primeiro após o voto pelo “Brexit”, em junho.

Nesta segunda estimativa, o Departamento britânico de Estatísticas (ONS) confirma os dados da preliminar avançada há um mês e realça tratar-se do 15.° trimestre de crescimento económico consecutivo no reino de Isabel II.

0.5% growth in #GDP in Q3, unrevised from the preliminary estimate https://t.co/idV7bGKXHB

— ONS (@ONS) 25 de novembro de 2016

O “Brexit”, para já, não parece estar a ter grande influência na económia britânica, embora, de facto, a saída do Reino Unido da União europeia não seja ainda um facto, mas apenas algo previsto para o futuro.

Por isso, são as previsões que têm sido mais afetadas, o que levou por exemplo o instituto de fiscalização da política orçamental britânica a aumentar em 122 mil milhões de libras (143 mil milhões de euros) a necessidade de financiamento do Estado, em relação ao que era previsto em março (pré-“Brexit”) para os próximos cinco anos.

Também a previsão de crescimento económico foi revista em baixa para 2017. Ao contrário dos 2,2 por cento anteriores, o Governo antecipa agora um crescimento anual de apenas de 1,4 por cento no próximo ano, sendo que o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, pelas palavras da primeira-ministra theresa May, deva passar de um mero referendo não vinculativo à realidade até final de março.

O departamento britânico de estatísticas deu ainda conta de que os consumidores e as empresas ajudaram o crescimento do PIB ao aumentarem os investimentos neste terceiro trimestre, nomeadamente em imóveis, num mercado onde, por exemplo, comprar casa em Londres custa em média cerca de 14 salários médios anuais auferidos na capital britânica.

Q3 #GDP increase led by growing consumer spending, fuelled by rising household incomes https://t.co/idV7bGKXHB

— ONS (@ONS) 25 de novembro de 2016

0.9% growth in Business Investment in Q3 from £43.8bn to £44.2bn https://t.co/0JucrBu4Y2

— ONS (@ONS) 25 de novembro de 2016

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