Crise da habitação em Portugal: Os argumentos do alojamento local

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Crise da habitação em Portugal: Os argumentos do alojamento local
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De  Andrea Bolitho
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Nuno Trigo, diretor da Associação do Alojamento Local em Portugal, defende-se dos ataques que mostram o setor como estando na origem da atual crise.

Quase metade dos turistas que vêm a Portugal fica alojada em alojamentos de curta duração do tipo Airbnb, de acordo com um novo estudo da associação de arrendamento turístico ALEP (Associação de Alojamento Local em Portugal) e da Nova School of Business and Economics.

Segundo Nuno Trigo, diretor da ALEP e responsável pela delegação do Porto e Norte, o alojamento local é importante para a economia portuguesa e não é o principal responsável pela crise da habitação.

"Quase 40% do turismo fica no arrendamento de curta duração em Portugal. É um impacto enorme. Quanto ao PIB, 3,8% do PIB em Portugal é proveniente do arrendamento de curta duração e do alojamento local.

Se fecharmos todas as propriedades de arrendamento de curta duração que temos atualmente em Portugal, precisamos de construir mais de mil hotéis.
Nuno Trigo
Diretor da ALEP

Não negamos que temos um problema real de habitação em Portugal, e não negamos também que o arrendamento de curta duração pode ser um dos setores de atividade a ter algum impacto. Mas, para nós, este não é o maior problema da habitação em Portugal. Antes de mais, temos um problema de oferta. Não se está a construir assim tanto.

Se fecharmos todas as propriedades de arrendamento de curta duração que temos atualmente em Portugal, precisamos de construir mais de mil hotéis neste momento para acomodar todos os turistas que vêm a Portugal atualmente. Portanto, é impossível", diz Nuno Trigo.

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