O governador do banco central da Croácia, Boris Vujcic vai agora suceder ao espanhol Luis de Guindos como ‘braço-direito’ de Christine Lagarde a partir de maio.
A candidatura do português Mário Centeno à vice-presidência do Banco Central Europeu sobreviveu na primeira ronda de votação dos ministros das Finanças dos países do euro, na reunião do Eurogrupo desta segunda-feira.
Na primeira ronda, que durou cerca de uma hora, foram retiradas as candidaturas do antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Sadzius, e do governador do banco central da Estónia, Madis Müller, iniciando-se uma segunda volta com quatro candidaturas, incluindo a de Mário Centeno.
Contudo, as pretensões do antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal esfumaram-se na segunda ronda, depois de não conseguir reunir os apoios necessários para rumar até Frankfurt.
À entrada da reunião, o atual ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, já antecipava uma corrida "muito difícil", não só pelas "próprias regras" do procedimento, que requer uma maioria qualificada reforçada, mas também pelas dinâmicas e equilíbrios regionais em jogo.
A uma terceira ronda passaram o governador do banco central da Finlândia e o ex-comissário e ex-comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, e o governado do banco central da Croácia, Boris Vujcic, que acabou por vencer a eleição, avançou a Bloomberg.
O croata vai agora suceder ao espanhol Luis de Guindos como ‘braço-direito’ de Christine Lagarde a partir de maio.