Houve manifestações em vários países, algumas em protesto contra a ação militar israelo-americana, outras em tom de festa com a celebração da destituição de Ali Khamenei.
A morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irão, na sequência de bombardeamentos por parte de Israel e dos Estados Unidos (EUA), gerou reações distintas pelo mundo.
Em Nova Iorque, na principal cidade norte-americana, manifestantes reuniram-se em Times Square para protestar contra os ataques aéreos israelo-americanos. Só ao início da manhã de domingo é que os meios de comunicação social iranianos informaram que o Ayatollah Ali Khamenei tinha sido morto na ofensiva militar. Vários manifestantes iraniano-americanos disseram que não apoiavam outra guerra, enquanto outros consideraram a morte da principal figura da República Islâmica um "ato corajoso".
Os iranianos que vivem na Austrália receberam a notícia com satisfação. Cerca de duas centenas de pessoas entoaram cânticos celebratórios e dançaram em frente à embaixada iraniana em Camberra, agitando bandeiras australianas, americanas, israelitas e antigas bandeiras iranianas.
O governo federal australiano declarou que apoia as medidas da administração Trumppara impedir que o Irão ameace a paz e a segurança internacionais. Entre os responsáveis do executivo, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Penny Wong, pediu que se garanta a proteção dos civis, afirmando que a Australia não quer que a situação se transforme num conflito regional.
Os israelitas manifestaram a esperança de que o Irão se liberte do atual regime teocrático. No sábado, vários mísseis atingiram Telavive, causando um morto e 27 feridos, além de graves danos em vários edifícios.
Em Karachi, no Paquistão, pelo menos seis pessoas foram mortas depois de centenas de manifestantes terem invadido o consulado dos EUA e entrado em confronto com a polícia. Várias pessoas ficaram feridas nos tumultos. As autoridades afirmam ter conseguido controlar as multidões em protesto.