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Tensões sobre a Gronelândia: Parlamento Europeu congela ratificação de acordo comercial com os EUA

Parlamento Europeu congela ratificação de acordo comercial com os EUA por causa da Gronelândia
Parlamento Europeu congela ratificação de acordo comercial com os EUA por causa da Gronelândia Direitos de autor  Virginia Mayo/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De Ema Gil Pires & Euronews
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A medida foi tomada depois de, no sábado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado com novas tarifas contra oito países europeus que não apoiam os seus planos de tomar posse da Gronelândia.

O Parlamento Europeu vai suspender a ratificação do acordo comercial com os Estados Unidos na sequência das ameaças, feitas por Donald Trump, no sentido de aplicar tarifas a oito países europeus que têm vindo a defender a soberania e a integridade territorial da Gronelândia. Desta forma, o entendimento não entrará em vigor, pelo menos por enquanto.

O anúncio foi feito pelos principais grupos políticos europeus, avança a AFP, esta terça-feira, a propósito de um entendimento que, segundo o previsto, resultaria na eliminação dos direitos aduaneiros impostos sobre os produtos industriais norte-americanos e que se esperava ser votado muito em breve.

Em contrapartida, Washington concordou em estabelecer uma tarifa de 15%, mais baixa do que anteriormente, a aplicar às exportações europeias para os EUA.

Em entrevista ao programa matinal da Euronews, Europe Today, a possibilidade de adoção desta medida, por parte dos legisladores europeus, tinha já sido, de certo modo, antecipada por Brando Benifei, eurodeputado e chefe da delegação do Parlamento Europeu para as relações com os Estados Unidos.

"Inevitavelmente, a votação que estava prevista para a próxima semana na Comissão do Comércio do Parlamento Europeu, para avançar com o acordo, será congelada", adiantou à Euronews.

No sábado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor novas tarifas a oito países europeus que não apoiam os seus planos de anexar a Gronelândia.

Em causa, uma taxa adicional de 10% sobre os produtos desses Estados que, caso os seus dirigentes não mudem de posição até 1 de junho, será aumentada para 25%.

Trump, de seguida, dirigiu uma carta ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, na qual afirmava que "já não [sentia] a obrigação de pensar exclusivamente na paz", nomeadamente no que diz respeito a uma eventual tomada de posse de território pertencente ao Reino da Dinamarca, como é o caso da Gronelândia.

Perante este cenário de tensão, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou, em comunicado, a convocatória de uma reunião extraordinária do Conselho Europeu nos próximos dias, "a fim de reforçar a coordenação" entre os Estados-membros sobre o tema da Gronelândia.

O encontro, entretanto, foi marcado para quinta-feira.

Outras fontes • AFP

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