O primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou, esta quarta-feira no Parlamento, medidas para limitar os efeitos do aumento do preço do petróleo no consumidor.
O governo português decidiu criar medidas para travar os aumentos nos combustíveis e no gás causados pela atual crise no Médio Oriente, conforme anunciado esta quarta-feira pelo primeiro-ministro Luís Montenegro no debate quinzenal com os deputados.
Assim, a comparticipação do Estado na "botija de gás solidária" passa de 15 a 25 euros. Este é um programa governamental destinado a ajudar os lares com menos recursos a comprar gás engarrafado.
O gasóleo profissional passa também a beneficiar de um desconto adicional de 10 cêntimos por litro, até 15 mil litros por veículo. Este desconto aplica-se às empresas de transportes de passageiros e mercadorias.
As duas medidas têm, para já, uma duração de três meses e serão aprovadas no Conselho de Ministros desta quinta-feira.
Perante o anúncio, o líder do Chega, André Ventura, interpelou Montenegro pedindo-lhe uma redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos e uma suspensão da "Taxa de Carbono" imposta pela UE, mas o primeiro-ministro recusou, admitindo, no entanto, um ajuste nos impostos para impedir novas subidas no preço dos combustíveis.
Já o líder do Partido Socialista, José Luís Carneiro, pediu um apoio mais alargado às famílias, lembrando que a "botija de gás solidária" se aplica apenas a um número limitado de lares.
A par destas medidas, Montenegro anunciou para breve legislação com efeitos permanentes com vista a proteger os consumidores em situações de crise.