Presidente recém-empossado quer celebrar assim os 50 anos da constitucionalização das Regiões Autónomas e os 40 anos da integração europeia.
Em linha com o que tem vindo a ser hábito nos últimos anos, os festejos do Dia Nacional de Portugal - ou seja, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 10 de junho - será festejado este ano fora da capital. O Presidente da República, António José Seguro, anunciou esta quarta-feira que a ilha Terceira, no arquipélago dos Açores e o Luxemburgo, país onde vive uma numerosa comunidade portuguesa, serão os dois palcos das celebrações deste ano.
A ilha Terceira tem estado nas manchetes nos últimos tempos devido à base aérea norte-americana das Lajes e ao papel que tem tido no conflito com o Irão.
Segundo a nota publicada no site oficial da Presidência da República, Seguro diz que a escolha dos Açores se prende com os 50 anos da consagração constitucional das Regiões Autónomas.
Paralelamente, os festejos irão decorrer no Luxemburgo, o que o Presidente diz que "reforça o reconhecimento do contributo dos portugueses residentes no estrangeiro para o desenvolvimento do país e afirmação de Portugal no mundo". Não é claro se ambos os festejos irão decorrer no próprio dia 10 e se Seguro participará em ambos.
O costume de descentralizar os festejos do 10 de junho, embora já se fizesse de forma esporádica, tornou-se regular a partir da chegada de Marcelo Rebelo de Sousa a Belém, em 2016. O modelo inaugurado por Rebelo de Sousa inclui uma celebração em território português (idealmente, fora de Lisboa) e outra num país estrangeiro onde resida uma importante comunidade portuguesa. Seguro pretende manter a tradição.
No dia, 12, a celebração dos 50 anos da constitucionalização das autonomias irá prosseguir com uma cerimónia na ilha da Madeira.