QatarEnergy inicia primeiras exportações de GNL do projeto Golden Pass, no Texas, reforçando a presença nos Estados Unidos e a posição nos mercados globais de gás
A QatarEnergy iniciou as primeiras exportações de gás natural liquefeito (GNL) a partir do projeto Golden Pass, no Texas, assinalando um marco no seu maior investimento nos Estados Unidos.
A carga foi embarcada na instalação de Sabine Pass, uma joint-venture com a ExxonMobil, numa altura em que o projeto avança para operações comerciais em plena capacidade.
O carregamento seguiu a bordo do navio metaneiro Al-Qaiyyah, com uma capacidade de 174 000 metros cúbicos.
“Trata-se de um marco importante para o setor, que abre um novo capítulo nos esforços globais da QatarEnergy para responder ao aumento da procura de GNL e garantir fornecimentos fiáveis aos mercados internacionais”, declarou Saad Sherida Al-Kaabi, ministro de Estado do Qatar para os Assuntos Energéticos e presidente executivo da QatarEnergy.
Avaliado em mais de 10 mil milhões de dólares (8,5 mil milhões de euros), o projeto Golden Pass LNG tem a QatarEnergy com 70% do capital e a ExxonMobil com 30%. Espera-se que, em plena capacidade, produza cerca de 18 milhões de toneladas por ano.
A unidade de exportação de Golden Pass atingiu um marco importante no final de março de 2026, ao produzir com sucesso o primeiro GNL a partir do “Train 1”, o primeiro de três módulos de processamento independentes. Este passo assinala o início da entrada em funcionamento faseada do projeto, estando previsto que as duas unidades de liquefação restantes arranquem ao longo de 2026 e 2027.
Trata-se de um dos maiores projetos de exportação de GNL nos Estados Unidos e insere-se na estratégia da QatarEnergy de ampliar a carteira de GNL para lá do Qatar, em paralelo com a expansão do North Field, que deverá elevar a capacidade de produção interna para 142 milhões de toneladas por ano até 2030.
Os Estados Unidos são atualmente o maior exportador mundial de GNL e o projeto Golden Pass dá à QatarEnergy acesso direto a capacidade de exportação a partir da costa do Golfo dos EUA, de onde os carregamentos podem abastecer tanto os mercados europeus como os asiáticos.
O projeto avança numa altura em que a procura global de GNL se mantém forte, sobretudo na Europa e na Ásia, mantendo pressão sobre nova oferta.
QatarEnergy Trading, braço comercial de GNL do grupo, deverá absorver cerca de 70% da produção.