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Europa vs Américas: onde cresce mais o número de bilionários?

Um funcionário bancário sul-coreano trabalha junto a maços de notas de dólar norte-americano na sede do Korea Exchange Bank, em Seul, a 20 de outubro de 2008
Um funcionário bancário sul-coreano trabalha ao lado de maços de notas de dólar na sede do Korea Exchange Bank, em Seul, na segunda-feira, 20 de outubro de 2008 Direitos de autor  Ahn Young-joon/AP
Direitos de autor Ahn Young-joon/AP
De Servet Yanatma
Publicado a
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A proporção de multimilionários da Europa no total mundial deverá subir ligeiramente, enquanto a das Américas recua apesar de crescer em termos absolutos. A Euronews Business analisa de perto o boom de multimilionários entre 2026 e 2031

O número de bilionários em dólares continua a aumentar e não dá sinais de abrandar.A população mundial de bilionários passou de 2 723 em 2021 para 3 110 em 2026, uma subida de 14% em apenas cinco anos.

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Espera-se que o ritmo acelere. Segundo o Relatório sobre a riqueza da Knight Frank de 2026, o número de bilionários deverá aumentar 26% nos próximos cinco anos, para 3 915 em 2031.

Europa deverá ser um dos principais motores desse crescimento. O número de bilionários europeus deverá subir de 780 em 2026 para 994 em 2031, um aumento de 27%.

"Estamos a assistir a uma das mudanças mais significativas na distribuição da riqueza global na história moderna", afirmou Liam Bailey, responsável global de investigação na Knight Frank.

Mas que países vão registar as maiores subidas no número de bilionários? E como se compara o crescimento de bilionários na Europa com o das Américas?

O relatório acompanha os 20 países com o crescimento previsto mais rápido. Oito são europeus, com predominância dos países nórdicos.

Entre os 20, a Arábia Saudita lidera a lista, com um salto de 183%, passando de 23 para 65 bilionários em 2031.

Países nórdicos lideram crescimento europeu

A Polónia lidera na Europa. O número de bilionários deverá mais do que duplicar, de 13 para 29, um aumento de 123%.

A Suécia surge em segundo lugar na Europa e em terceiro a nível mundial, com um crescimento de 81%, de 32 para 58. Segue-se a Dinamarca, com os números a subir de 12 para 21, um aumento de 75%.

A Noruega reforça a predominância nórdica, com o número de bilionários a crescer de 17 para 26, um aumento de 53%. Três dos quatro países europeus com crescimento mais rápido pertencem à região nórdica.

A Áustria deverá registar uma subida de 50%, de 12 para 18 bilionários. Segue-se a Espanha, com um crescimento de 40%, para 53 em 2031. A Itália, outra grande economia europeia, verá o número de bilionários aumentar de 61 para 82.

A Turquia, país candidato à UE, deverá registar um crescimento de 31%, passando de 35 para 46.

Estas classificações baseiam-se nas taxas de crescimento em cinco anos. É por isso que grandes economias como o Reino Unido, a Alemanha e a França não constam da lista. A Alemanha, por exemplo, liderava a Europa com 171 bilionários em 2025, segundo a Forbes.

Quando os mesmos 20 países são ordenados pelo número total de bilionários em 2031, a Índia lidera com 313, seguida pela Austrália e Singapura, com 85 cada.

Entre os países europeus da lista, a Itália surge à frente, com 82 bilionários. A Suécia deverá chegar aos 58, ultrapassando a Espanha, com 53.

Bailey salientou que, apesar dos fortes choques geopolíticos e das pressões inflacionistas, o capital privado tem mostrado uma resiliência extraordinária. Os resultados mais recentes refletem uma aceleração estrutural profunda na criação de riqueza a nível mundial.

Número de bilionários: Europa e Américas

A região Ásia-Pacífico lidera o mundo em número de bilionários. Os seus 1 116 bilionários representam 36% do total mundial em 2026.

Seguem-se as Américas, com 34%, repartidos entre a América do Norte, com 31%, e a América Latina, com 3%. A Europa concentra um quarto dos bilionários do mundo.

Em 2031, o número de bilionários na Europa deverá passar de 780 para 994, aproximando-se da fasquia dos 1 000. A sua quota global subirá ligeiramente, para 25,4%.

A América do Norte ganhará bilionários em termos absolutos, passando de 995 para 1 089. Mas a sua quota recuará de 31% para 27,8%, tornando-a a única região onde a parte do total diminui.

"O que estamos a ver no terreno é que a criação de riqueza está a aumentar num enquadramento económico global mais complexo", afirmou Rory Penn, presidente da Private Office da Knight Frank.

"Os ultra-ricos estão a tornar-se claramente mais móveis, mas a lista de mercados onde se sentem verdadeiramente confortáveis para investir ou fixar as famílias diminuiu."

Segurança e Estado de direito

O relatório sublinha que as famílias mais sofisticadas repartem hoje a sua riqueza por vários escritórios familiares — normalmente nas Américas, na Europa e na região Ásia-Pacífico. Esta diversificação é motivada por uma necessidade profunda de segurança e de Estado de direito.

"Apesar dos elevados impostos e da incoerência política no Reino Unido, algumas famílias de destaque continuam a convergir para Londres porque 'o Estado de direito continua firme', mesmo quando outros investidores globais veem cada vez mais a Europa como 'um museu, não um lugar para investir', nas palavras de um bilionário australiano do setor mineiro."

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