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Trump afirma em carta ao Congresso dos EUA que hostilidades contra o Irão terminaram

Viaturas passam por um cartaz com o estreito de Ormuz e os lábios cosidos de Donald Trump, numa praça no centro de Teerão, Irão, 2 de maio de 2026
Veículos passam junto a um painel com gráfico do estreito de Ormuz e lábios cosidos do presidente dos EUA, Donald Trump, numa praça de Teerão, Irão, 2 de maio de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Vahid Salemi
Direitos de autor AP Photo/Vahid Salemi
De Malek Fouda
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Trump contornou o prazo legal para obter a aprovação do Congresso à sua guerra no Irão, alegando numa carta aos líderes que a trégua em vigor pôs fim às hostilidades.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou na sexta‑feira os principais líderes do Congresso de que as hostilidades com o Irão "terminaram" depois de ter sido pressionado pelo Congresso sobre a legalidade da guerra que lançou com Israel em 28 de fevereiro.

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O Congresso tinha pressionado a Casa Branca a pedir autorização para a guerra, que a administração Trump descreve como uma "operação militar", numa altura em que o conflito entrava no terceiro mês.

"Não houve qualquer troca de tiros entre as forças dos Estados Unidos e o Irão desde 7 de abril de 2026. As hostilidades iniciadas em 28 de fevereiro de 2026 terminaram", escreveu Trump em cartas ao presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, e ao presidente pro tempore do Senado, Chuck Grassley.

ARQUIVO - O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, fala durante uma conferência de imprensa no Capitólio, sexta‑feira, 27 de março de 2026, em Washington
ARQUIVO - O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, fala durante uma conferência de imprensa no Capitólio, sexta‑feira, 27 de março de 2026, em Washington Mariam Zuhaib/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

As declarações de Trump surgem numa altura de forte presença militar norte‑americana na região, incluindo vários porta‑aviões e grupos navais de ataque e um bloqueio naval em curso aos portos iranianos.

A mensagem de Trump permite, na prática, contornar o prazo legal de 1 de maio para obter a aprovação dos membros do Congresso para a continuação da guerra com o Irão. Este prazo já se previa expirar sem ação por parte dos legisladores republicanos, que têm deixado a decisão nas mãos do presidente.

A carta põe em evidência a afirmação ousada, mas juridicamente questionável, dos poderes presidenciais no centro da guerra de Trump, que começou há dois meses sem aprovação do Congresso.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa no Raymond F. Kravis Center for the Performing Arts, em West Palm Beach, Florida, sexta‑feira, 1 de maio de 2026
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa no Raymond F. Kravis Center for the Performing Arts, em West Palm Beach, Florida, sexta‑feira, 1 de maio de 2026 Matt Rourke/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.

Na carta, o presidente norte‑americano deixa igualmente claro que a guerra pode estar longe do fim, retomando em grande medida o que tem vindo a dizer aos jornalistas nas últimas semanas.

"Apesar do êxito das operações dos Estados Unidos contra o regime iraniano e dos esforços contínuos para garantir uma paz duradoura, a ameaça colocada pelo Irão aos Estados Unidos e às nossas Forças Armadas continua a ser significativa", afirmou o presidente republicano.

A afirmação surge depois de Trump ter indicado que não está "satisfeito" com a mais recente proposta iraniana de tréguas enviada a Washington por mediadores paquistaneses, após o fracasso das conversações presenciais no Paquistão, tendo o presidente norte‑americano apontado a distância e o tempo de viagem como principais motivos.

Uma criança segura uma bandeira iraniana pela janela de um veículo no norte de Teerão, Irão, sexta‑feira, 1 de maio de 2026
Uma criança segura uma bandeira iraniana pela janela de um veículo no norte de Teerão, Irão, sexta‑feira, 1 de maio de 2026 Vahid Salemi/Copyright 2026 The AP. All rights reserved

"Querem fazer um acordo, eu não estou satisfeito com ele, por isso vamos ver o que acontece", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, na sexta‑feira.

Questionado sobre o que considera serem os pontos fracos da proposta, Trump afirmou: "Estão a pedir coisas com as quais não posso concordar".

O presidente afirmou que as negociações têm continuado por telefone depois de ter cancelado, na semana passada, a viagem dos seus enviados ao Paquistão. Manifestou frustração com a liderança iraniana, que descreveu como fragmentada.

"É uma liderança muito descoordenada", disse. "Todos querem fazer um acordo, mas são um caos".

Outras fontes • AP, AFP

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