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Bélgica investiga Wise por alegadas falhas no controlo de branqueamento de capitais

ARQUIVO - Nesta fotografia de 22 de junho de 2009, uma máquina conta notas de euro ao balcão de um banco em Dresden, Alemanha.
Ficheiro - Nesta foto de 22 de junho de 2009, uma máquina conta notas de euro numa caixa de um banco em Dresden, Alemanha. Direitos de autor  AP Photo/Matthias Rietschel, File
Direitos de autor AP Photo/Matthias Rietschel, File
De Doloresz Katanich com AFP
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As autoridades belgas investigam se grupos criminosos usaram os serviços da empresa para branquear lucros de alegada fraude, corrupção e tráfico de droga

Encontra-se numa fase avançada a investigação do Ministério Público belga à empresa de transferências de dinheiro Wise, devido a suspeitas de que grupos criminosos utilizaram as suas contas para branqueamento de capitais, indicaram as autoridades esta segunda-feira.

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O Ministério Público de Bruxelas explicou que abriu o inquérito no ano passado, depois de o nome da empresa britânica ter surgido repetidamente em centenas de pedidos de cooperação apresentados por autoridades de investigação de outros países.

«A investigação encontra-se agora numa fase avançada e próxima da conclusão», disse à AFP um porta-voz do Ministério Público, confirmando informações inicialmente avançadas pela rede European Investigative Collaborations (EIC).

«As conclusões dizem respeito sobretudo à utilização de contas Wise para fins criminosos, havendo indícios de incumprimento da legislação contra o branqueamento de capitais, nomeadamente pela falta de identificação de clientes e das respetivas atividades.»

Os investigadores analisam se grupos criminosos poderão ter usado os serviços da Wise para branquear receitas provenientes de atividades ilícitas, incluindo fraude, corrupção e tráfico de droga.

A investigação centra-se na Wise Europe, a subsidiária europeia da empresa sediada na Bélgica, que afirmou estar a cooperar com o Ministério Público e a responder aos pedidos de informação sobre a sua atividade.

Tais pedidos de informação «são uma parte normal das operações e não são, por si só, indicativos de incumprimento das obrigações de combate ao branqueamento de capitais nem de qualquer irregularidade», afirmou a empresa em comunicado.

«Nenhuma conclusão específica nos foi comunicada até à data», acrescentou a empresa.

A Wise, que tem mais de 19 milhões de clientes ativos em todo o mundo, afirma processar cerca de 4,7 milhões de operações por dia.

A empresa referiu que processou mais de 243 mil milhões de dólares (213 mil milhões de euros) em operações transfronteiriças durante o exercício financeiro de 2026.

À hora de almoço, as ações da Wise na Bolsa de Londres caíam quase 15%.

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