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Estados Unidos: TSMC regista lucro recorde e investe 100 mil milhões de dólares

ARQUIVO. Pessoa entra na sede da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., Ltd. (TSMC) em Hsinchu, Taiwan, outubro de 2021
ARQUIVO. Uma pessoa entra na sede da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., Ltd. (TSMC) em Hsinchu, Taiwan, out. 2021 Direitos de autor  AP Photo/Chiang Ying-ying
Direitos de autor AP Photo/Chiang Ying-ying
De Quirino Mealha
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TSMC supera previsões de Wall Street com lucro recorde no segundo trimestre, 77% acima de 2023, e promete investir mais 100 mil milhões de dólares para ampliar produção de chips nos EUA.

TSMC apresentou esta quinta-feira um lucro trimestral recorde e melhorou as previsões de receitas, numa altura em que a forte procura por chips de inteligência artificial continua a alimentar o crescimento da maior fabricante de chips por contrato do mundo.

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Sediada em Taiwan, a TSMC registou lucros de 4,31 dólares por ação no trimestre de abril a junho, superiores às expectativas dos analistas.

As receitas totalizaram 40,2 mil milhões de dólares (36,8 mil milhões de euros), acima das estimativas dos analistas, que apontavam para 39,63 mil milhões de dólares (34,6 mil milhões de euros).

Em moeda local, o lucro líquido atingiu o recorde de NT$ 706,6 mil milhões (19,1 mil milhões de euros), uma subida de 77% face ao mesmo período do ano anterior, enquanto as receitas cresceram 36%, para NT$ 1,27 biliões (36,8 mil milhões de euros), sinal de que o apetite pelos chips avançados que a TSMC produz para clientes como a Nvidia e a Apple não dá sinais de abrandar.

Por fabricar semicondutores para quase todos os grandes desenhadores de chips, os resultados da empresa sediada em Hsinchu são vistos como um barómetro do sector em geral e da própria procura por IA, numa altura em que os investidores receiam uma possível bolha.

O presidente executivo, Che-Chia Wei, descreveu a procura global ligada à IA como «extremamente robusta» e afirmou esperar que se mantenha muito forte até cerca de 2029 ou 2030. Com base nisso, a TSMC prevê agora para 2026 um crescimento das receitas de pouco acima de 40% em termos anuais, acima da orientação anterior de mais de 30%.

Os números desta quinta-feira confirmaram o que os dados mensais de vendas já indicavam.

Como já tinha sido divulgado na segunda-feira, as receitas de junho dispararam 67,9% em termos homólogos e as vendas do primeiro semestre aumentaram 35,6% face ao mesmo período de 2025, ligeiramente acima das previsões de consenso dos analistas para o trimestre.

As ações da TSMC chegaram a subir cerca de 1% após a divulgação dos resultados, mas acabaram por perder parte desses ganhos, à medida que uma onda de vendas em títulos ligados à IA penalizou os índices de referência em toda a Ásia durante a sessão de quinta-feira.

Estados Unidos: TSMC reforça capacidade de produção

Paralelamente aos resultados, a TSMC anunciou que vai investir mais 100 mil milhões de dólares (87,4 mil milhões de euros) para ampliar a capacidade de produção nos Estados Unidos, além dos 165 mil milhões de dólares (144 mil milhões de euros) já comprometidos com a construção de seis fábricas em Arizona.

O plano eleva para cerca de 265 mil milhões de dólares (231 mil milhões de euros) o montante total de investimentos prometidos pela empresa nos Estados Unidos.

Os novos recursos deverão financiar mais quatro fábricas em Arizona, dedicadas aos chips mais avançados, de 2 nanómetros e inferiores, e destinam-se a «apoiar a forte procura plurianual» dos principais clientes norte-americanos da empresa, explicou Che-Chia Wei durante a conferência de resultados.

A TSMC adiantou ainda que vai gastar mais este ano do que o previsto inicialmente, ao aumentar o orçamento de investimentos para entre 60 mil milhões de dólares (52,4 mil milhões de euros) e 64 mil milhões de dólares (55,9 mil milhões de euros), acima da faixa anterior de 52 mil milhões de dólares (45,4 mil milhões de euros) a 56 mil milhões de dólares (48,9 mil milhões de euros).

O anúncio surge na sequência de um acordo comercial alcançado no início deste ano entre a administração Trump e Taiwan, ao abrigo do qual as empresas taiwanesas se comprometeram a investir pelo menos 250 mil milhões de dólares (218 mil milhões de euros) no sector tecnológico norte-americano em troca de tarifas mais baixas.

Outras fontes • AP

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