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Lucros da BP mais que duplicam com subida do petróleo na sequência do conflito no Médio Oriente

Os preços dos combustíveis estão afixados numa estação da BP, sexta-feira, 3 de abril de 2026, em Marietta, Geórgia.
Preços dos combustíveis expostos num posto da BP, sexta-feira, 3 de abril de 2026, em Marietta, Geórgia. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Angela Barnes
Publicado a Últimas notícias
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A petrolífera britânica BP informou esta terça-feira que o lucro líquido mais do que duplicou no segundo trimestre, com a guerra no Médio Oriente a agitar os mercados de petróleo e gás

Lucro após impostos disparou para 3,91 mil milhões de dólares (3,38 mil milhões de euros) no período de abril a junho, face aos 1,62 mil milhões de dólares (1,40 mil milhões de euros) registados no segundo trimestre de 2025, indicou a BP num comunicado de resultados, numa altura em que os preços dos combustíveis fósseis disparam em termos homólogos.

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Cinco maiores petrolíferas ocidentais – BP, Chevron, ExxonMobil, Shell e TotalEnergies – registaram lucros líquidos conjuntos de quase 47 mil milhões de dólares (40,60 mil milhões de euros) no segundo trimestre, com os resultados a multiplicarem-se no contexto do conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

A mais recente janela de resultados “ficou marcada por um dos períodos de maior perturbação no mercado energético mundial”, afirmou a presidente executiva da BP, Meg O’Neill, que ocupa o cargo desde abril.

Petrolíferas em todo o mundo estão a beneficiar de lucros elevados nas suas operações de trading, com os futuros de petróleo e gás a oscilarem entre fortes ganhos e perdas ao ritmo das notícias mais recentes sobre o conflito no Médio Oriente.

As receitas totais da BP aumentaram 47%, para 70 mil milhões de dólares (60,43 mil milhões de euros) no segundo trimestre face ao mesmo período do ano passado, à medida que o conflito perturbou o abastecimento mundial de combustíveis fósseis.

A BP, cuja performance tem ficado em geral atrás da dos rivais nos últimos anos, já tinha reduzido de forma acentuada o investimento em energias limpas antes da nomeação de O’Neill, numa altura em que o grupo regressa ao mais lucrativo negócio de petróleo e gás.

Ainda assim, o grupo não vê a atividade no mar do Norte como parte desse futuro e anunciou na sexta-feira a intenção de vender essa unidade.

“Não estamos a tirar o máximo partido do nosso potencial”, disse O’Neill no comunicado de resultados da BP.

“O nosso desempenho nos últimos anos não correspondeu às nossas próprias expectativas, quanto mais às dos nossos acionistas”, acrescentou a responsável norte-americana.

A BP, que na terça-feira aumentou em 4% o dividendo trimestral, viu o preço das ações subir 0,5% nas primeiras negociações em Londres após a divulgação dos resultados.

O grupo acrescentou que um indicador de lucro base, que exclui determinados itens, mais do que duplicou para 5,7 mil milhões de dólares (4,92 mil milhões de euros) no trimestre, superando as expectativas.

“Conseguimos bons progressos no reforço do balanço da BP”, afirmou O’Neill.

“Nas últimas semanas, vendemos a refinaria de Gelsenkirchen, na Alemanha, acordámos a venda do nosso negócio de retalho na Áustria e anunciámos a intenção de vender o nosso negócio no mar do Norte, no Reino Unido.

“Hoje, anunciamos a nossa intenção de vender a Archaea, o nosso negócio de biogás nos Estados Unidos”, acrescentou.

O’Neill procura também afastar a empresa de recentes turbulências internas.

O grupo enfrentou forte contestação de acionistas na assembleia anual de abril, depois de os investidores terem rejeitado uma moção que teria reduzido as exigências de reporte climático.

Um mês depois, afastou de forma inesperada Albert Manifold da presidência da BP, alegando “sérias preocupações” com as normas de governação, a supervisão e a conduta na empresa, o que este negou.

O’Neill, que passou 23 anos na ExxonMobil e anteriormente liderou o grupo australiano Woodside Energy, é a primeira pessoa recrutada externamente a ser nomeada presidente executiva da BP nos 117 anos de história da empresa.

Substituiu Murray Auchincloss, que se demitiu após menos de dois anos à frente da petrolífera.

Outras fontes • AFP

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