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Bitcoin sobe mais de 25% depois da Casa Branca renovar apoio a cripto

ARQUIVO. Um homem utiliza uma caixa automática de Bitcoin em Hong Kong, jan. 2018
ARQUIVO. Um homem utiliza uma caixa multibanco de Bitcoin em Hong Kong, em janeiro de 2018 Direitos de autor  AP Photo/Kin Cheung
Direitos de autor AP Photo/Kin Cheung
De Quirino Mealha
Publicado a Últimas notícias
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Bitcoin recuperou de uma correção de vários meses e ultrapassou os $79,500 na sexta-feira, impulsionado por liquidações de posições a descoberto, um impulso de liquidez do Tesouro dos EUA e uma renovada abertura da Casa Branca à indústria cripto.

A maior criptomoeda do mundo atingiu na sexta-feira um máximo de $79,500, o nível mais elevado em vários meses, antes de recuar para cerca de $76,700 dólares à hora em que este texto foi escrito, o que representa uma subida de mais de 25% esta semana.

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A recuperação coroa uma das semanas mais agitadas do Bitcoin dos últimos anos, após um período em que o ativo andou bem abaixo dos máximos de 2025 durante grande parte deste ano.

Durante seis semanas consecutivas, o Bitcoin andou preso entre $62,000 e $66,000, depois de ter caído mais de 50% face ao máximo histórico de cerca de $126,000 atingido em outubro do ano passado, até ao mínimo em torno de $57,600 registado no início de julho deste ano.

Esse arrastado período de fraqueza levou os investidores a acumularem posições de venda a descoberto ao longo do ano, apostando na continuação do mau desempenho do ativo. Quando o preço rompeu em alta esta semana, essas apostas foram desfeitas de forma abrupta, desencadeando uma vaga de liquidações.

O Ether, a segunda maior criptomoeda, e outros ativos digitais também dispararam com a mesma onda de reposicionamento, reforçada por sinais de liquidez adicional vindos da Casa Branca.

O Tesouro dos EUA duplicou no início da semana a dimensão dos seus programas de recompra de obrigações para acalmar um mercado de dívida nervoso e, quando as yields voltaram a subir apesar disso, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, prometeu na quinta-feira aumentar ainda mais essas recompras.

Condições financeiras mais folgadas e um dólar mais fraco tendem a favorecer ativos de maior risco, como o Bitcoin.

A evolução regulatória também veio acrescentar combustível. Na terça-feira, a Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA apresentou uma proposta designada “Regulation Crypto Assets”, que oferece às entidades emissoras de criptoativos exigências de registo mais leves.

Um dia depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu na Casa Branca Brian Armstrong, da Coinbase, Brad Garlinghouse, da Ripple, os gémeos Winklevoss, da Gemini, e outros responsáveis do setor, pressionando o Congresso a aprovar o há muito adiado Digital Asset Market CLARITY Act.

O projeto de lei, que pretende dividir a supervisão dos ativos digitais entre a SEC e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) dos EUA, foi aprovado na Câmara dos Representantes no ano passado, mas continua bloqueado no Senado, onde precisa de 60 votos para ultrapassar uma etapa processual a 15 de setembro, algo que ainda não está garantido.

Comentários de Trump sobre a Hyperliquid fazem HYPE disparar

Um dos momentos mais marcantes da cimeira de quarta-feira ocorreu quando o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a CFTC estava a trabalhar para trazer a Hyperliquid, uma corretora descentralizada, para território norte-americano “em plena conformidade legal”, embora o regulador ainda não tenha divulgado qualquer calendário para o efeito.

A declaração fez o HYPE, o token nativo da Hyperliquid, disparar 25% em 24 horas.

Neste momento, o HYPE negocia em torno de $74, uma valorização de mais de 30% desde as declarações de Trump.

A bolsa descentralizada, popular entre investidores em futuros perpétuos, tornou-se uma espécie de barómetro do alcance que poderá ter a nova postura mais favorável de Washington em relação às criptomoedas.

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