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União Europeia: que países têm mais bombeiros?

Foto de arquivo – Bombeiro observa chamas de um incêndio florestal perto de Porto Germeno, noroeste de Atenas, Grécia, 2 ago. 2026.
Arquivo – Um bombeiro observa as chamas que sobem durante um incêndio florestal perto de Porto Germeno, noroeste de Atenas, Grécia, domingo, 2 de agosto de 2026. Direitos de autor  AP Photo/Michael Varaklas
Direitos de autor AP Photo/Michael Varaklas
De Servet Yanatma
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Os bombeiros assumem um papel cada vez mais crucial à medida que os incêndios rurais atingem mais países europeus; a capacidade de resposta varia muito na UE

Os incêndios florestais atingiram com gravidade vários países europeus este ano. No início de agosto, 2026 já era o pior ano em termos de área ardida em vários países. A UE pretende reforçar a capacidade de resposta a épocas de incêndios cada vez mais severas.

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Os bombeiros profissionais estão no centro dessa resposta, a par dos aviões e helicópteros de combate a incêndios.

Mas que países europeus têm mais bombeiros profissionais e onde representam a maior fatia do emprego total?

Em 2025, existiam 372 400 bombeiros profissionais na UE, segundo o Eurostat. Isto corresponde a 0,18% do emprego total na União.

Este é o número total de bombeiros. Os dados não especificam quantos são especializados no combate a incêndios florestais.

Segundo o Eurostat, os bombeiros “previnem, combatem e extinguem incêndios e prestam assistência noutras emergências, protegem vidas e bens e realizam operações de salvamento”. Os bombeiros florestais estão incluídos nesta categoria, mas os voluntários não.

Em geral, os países com populações e economias maiores tendem a ter mais bombeiros profissionais.

Em 2025, a Alemanha tinha o maior número de bombeiros profissionais, 57 700. A França surgia em seguida, com 47 700, e a Itália em terceiro lugar, com 43 500.

A Polónia ocupava o quarto lugar, com 40 000 bombeiros profissionais, e a Espanha vinha logo atrás, com 38 500.

Havia cerca de 187 400 bombeiros profissionais nas quatro maiores economias da UE: Alemanha, França, Itália e Espanha. Em conjunto, representavam 50,3% do total da União.

A Roménia e a Grécia tinham também mais de 20 000 bombeiros profissionais, enquanto Portugal e a Chéquia contavam cada um com mais de 16 000.

Chipre e a Estónia registavam os números mais baixos, com menos de 2 000 bombeiros profissionais cada. No entanto, os dados do Eurostat não abrangem cinco países da UE.

Grécia e Croácia têm maiores quotas no emprego

Analisando os bombeiros enquanto proporção do emprego total, a Grécia (0,47%) e a Croácia (0,43%) destacam-se com as taxas mais elevadas. Em ambos os países, o valor supera 0,4%.

Portugal segue-se com 0,33%, enquanto a média da UE é de apenas 0,18%.

As quatro maiores economias da UE apresentam quotas iguais ou inferiores à média europeia: Itália com 0,18%, Espanha com 0,17%, França com 0,16% e Alemanha com 0,14%.

Os números nacionais de bombeiros mostram apenas parte da realidade. Em épocas de incêndios muito severas, os países podem pedir pessoal e meios a outras partes da Europa quando os seus próprios recursos ficam no limite.

UE coordena apoio transfronteiriço

“Nenhum país deve enfrentar incêndios florestais sozinho. Através do nosso mecanismo de proteção civil, a Europa desloca aviões, helicópteros e bombeiros rapidamente para onde são mais necessários”, afirmou em comunicado a 17 de agosto a comissária europeia para a Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib.

O Mecanismo de Proteção Civil da UE (UCPM) visa melhorar a coordenação na resposta a incêndios florestais. Segundo a Comissão Europeia, quando os recursos nacionais ficam sob pressão, os países podem aceder rapidamente, através do UCPM, a um conjunto mais amplo de bombeiros, aeronaves e outras capacidades de emergência.

Frota europeia de combate a incêndios conta com 22 aviões e cinco helicópteros

A frota rescEU de 2026 e a reserva europeia de proteção civil incluem 22 aviões de combate a incêndios e 5 helicópteros.

A Comissão sublinha que, devido às alterações climáticas, o risco de incêndio deverá continuar a aumentar. O risco de incêndios florestais também se alargou a zonas que antes não eram afetadas. Já vai além da região mediterrânica e atinge países como a Chéquia, a Alemanha e a Suécia.

Na 31.ª semana do ano, 2026 era já o quarto pior ano na UE em área acumulada ardida por incêndios florestais desde 2012, segundo o Our World in Data.

No início de agosto, tinham ardido 489 826 hectares em toda a UE. Este valor era 13% superior à média para o mesmo período dos 14 anos entre 2012 e 2025.

Governos da UE gastaram 43,8 mil milhões de euros em proteção contra incêndios em 2024

Os países da UE gastam montantes significativos em serviços de proteção contra incêndios. Em 2024, a despesa das administrações públicas com estes serviços na União atingiu 43,8 mil milhões de euros. Isto correspondeu a 0,5% da despesa pública total.

A Alemanha registou a maior despesa em serviços de proteção contra incêndios, 13,7 mil milhões de euros, seguida da França (7,9 mil milhões de euros).

A Grécia gastou ligeiramente acima de mil milhões de euros em serviços de proteção contra incêndios em 2024. Esta verba correspondeu a 0,9% da despesa pública grega, a maior quota da UE, equivalente a quase 1 euro por cada 100 euros gastos.

Europa enfrenta temperaturas em alta e mais risco de incêndios

A Europa é o continente que mais rapidamente se está a aquecer. Junho de 2026 foi o junho mais quente de que há registo na Europa Ocidental e o segundo mais quente a nível global, segundo o programa Copernicus. Os últimos três anos foram também, respetivamente, os três mais quentes de sempre à escala mundial: 2024, 2023 e 2025.

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