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Paavo Järvi, o maestro "sortudo" que dinamiza a Estónia

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Paavo Järvi, o maestro "sortudo" que dinamiza a Estónia
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Uma família de maestros – os Järvi – criou um festival de música clássica no seu país natal, a Estónia, que deixou numa altura politicamente conturbada.

Uma família de maestros – os Järvi – criou um festival de música clássica no seu país natal, a Estónia, que deixou numa altura politicamente conturbada. O encontro tornou-se numa plataforma privilegiada de partilha artística, não só da cultura estoniana mas também doutros países do norte da Europa. O Musica atravessou o mar Báltico para conhecer o Festival de Pärnu.

A música de Sibelius ecoa na costa do Báltico pelo violino de Viktoria Mullova... No verão, Pärnu torna-se na capital cultural da Estónia. É aqui que tem lugar um festival de música criado em 2010 pelo maestro Paavo Järvi e pela sua família. Há muito que esta estância balnear é um ponto de encontro para artistas.

“Eu cresci em Tallin, mas os três meses de verão passava-os sempre em Pärnu. Via muitas vezes o violinista David Oistrakh. Também me cruzava com Shostakovich e outros artistas como Gidon Kremer. As minhas filhas vivem nos Estados Unidos. Não há nada melhor, como estoniano, do que ouvi-las dizer ‘vamos para casa’ quando viajamos para Pärno”, afirma.

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— Paavo Jarvi (@paavo_jarvi) 14 juillet 2016

Cerca de metade da Estonian Festival Orchestra é composta por músicos estonianos. Um agrupamento de exceção que se prepara para conquistar a Europa. “Dormimos muito pouco, trabalhamos muito e partilhamos a sensação de que alcançámos algo. Há uma adrenalina comum. Todos os verões, sinto-me mais e mais afortunado por trabalhar de perto com alguns dos melhores músicos da atualidade”, diz o maestro.

O Festival de Música de Pärnu divulga obras clássicas de países nórdicos, tal como a Segunda Sinfonia do dinamarquês Carl Nielsen. Ao mesmo tempo, acolhe uma série de masterclasses intitulada “Academia Järvi”, orientada pelos irmãos Paavo e Kristjan, e pelo pai, o celebrado maestro Neeme Järvi.

“Dirigir uma orquestra é uma combinação de várias coisas. Eu dou orientações com os olhos: ‘Façam isto”, ‘agora toquem aquilo’… Tudo com os olhos. Neste momento, estou a comunicar consigo… Está a ver? Porque é que se está a rir? Eu comunico sem falar…”, garante com boa disposição o patriarca.

O encontro tem igualmente como filosofia apresentar trabalhos contemporâneos, como o do compositor estoniano Erkki-Sven Tüür. Segundo Paavo Järvi, “os maestros têm muita sorte no trabalho que fazem. Levantamo-nos de manhã, tomamos o nosso café e depois vamos tocar música dos maiores génios do mundo: Mozart, Mahler, Beethoven… Não é nada mau. Quem é que se pode queixar por dirigir uma sinfonia de Sibelius ou de Mahler? Eu sou um homem cheio de sorte!”.

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