Circo cigano sente-se alvo de racismo

Circo cigano sente-se alvo de racismo
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O Cirque Romanès aguarda por autorizações para atuar em França. As cidades alegam falhas burocráticas, mas, para os dirigentes do circo, o que os impede de atuar é racismo.

PUBLICIDADE

O Cirque Romanès anda às voltas sem saber onde assentar. Há mais de 20 anos na estrada, aquele que se considera o único circo cigano sente hoje, mais que nunca, dificuldade em seguir viagem.

Já representou França pelo mundo. Mas, nos últimos anos, várias cidades têm posto entraves à apresentação do espectáculo, evocando falhas burocráticas para justificar a decisão.

Mas para Alexandre Romanès, fundador do circo a que deu o nome, é na verdade uma questão de racismo que os está a impedir.

"Neste momento, a nossa dificuldade é encontrar para o Cirque Romanès, um circo cigano, locais nas cidades para o nosso espectáculo. Não estamos a conseguir e creio, aliás tenho provas disso, de que é a palavra cigano que nos está a travar", conta.

O preconceito já lhes bateu à porta, quando o acampamento, montado numa das zonas mais nobres de Paris, foi vandalizado, em 2015.

No entanto, os artistas permanecem na capital francesa à espera das autorizações necessárias para levar a digressão ao resto do país.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Pandemia deixa artistas de circo no limbo

Comunidade albanesa de etnia cigana reclama mais apoios

Eurodeputados debatem inclusão da comunidade cigana