Assassínio de jornalista inspira filme "Kingdom of Silence"

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A vida, o trabalho e o assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, crítico do regime saudita, são analisados no filme "Kingdom of Silence", realizado por Rick Rowley. O dissidente saudita foi morto e desmembrado no consulado da Arábia Saudita, em Istambul.

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A vida, o trabalho e o assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, crítico do regime saudita, são analisados no filme "Kingdom of Silence", realizado por Rick Rowley. O dissidente saudita foi morto e desmembrado no consulado da Arábia Saudita, em Istambul.

"Nós reunimo-nos com serviços secretos de vários países. Tivemos que olhar para informação classificada revista e procurámos informadores que nunca tinham falado e descobrimos novos detalhes sobre o seu assassinato. Mas rapidamente, ficou claro que havia perguntas muito mais interessantes. Mohammad bin Salman foi o responsável pelo assassinato. Agora temos a certeza. Mas por que é que o matou?", interroga Rick Rowley.

Khashoggi seria o único saudita não pertencente à realeza que sabia da relação íntima da mesma com a Al-Qaeda antes do 11 de setembro.

"Esta é uma história complexa de transformação e redenção. Ele foi amigo de Osama bin Laden. Trabalhou em alturas diferentes para o ex-chefe dos serviços secretos sauditas. Foi um porta-voz do reino depois do 11 de setembro. Mas quando, digamos, deixou de estar cego, as contradições tornaram se insuportáveis. Finalmente, não aguentou mais esse tipo de compromisso que o torturava. E depois da Primavera Árabe, ao ver essa explosão e florescimento de movimentos democráticos na região, e ao ver isso assassinado, nas ruas, pelos príncipes que ele passou a vida a servir, não aguentou mais ficar em silêncio. Tornou-se um crítico, foi para o exílio e finalmente foi um mártir", diz o realizador.

Khashoggi fez várias acusações ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, em artigos publicados no Washington Post.

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