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Cannes entrega a "Palma d'Ouro": descubra alguns dos favoritos

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Festival de Cannes encerra a edição 2021
Festival de Cannes encerra a edição 2021   -   Direitos de autor  Photo by Vianney Le Caer/Invision/AP
De  Francisco Marques  & Frédéric Ponsard, em Cannes

É anunciada este sábado à noite a "Palma d'Ouro" de Cannes, o grande prémio deste conceituado festival de cinema no sul do França. Este ano a viver uma edição marcada pelas medidas anticovid.

Pelo menos a meteorologia parece ajudar e a previsão aponta para o sol a elevar as temperaturas quase até aos 30.°C, para satisfação dos jornalistas internacionais a cobrir o festival.

É o caso do espanhol Vicenç Batalla, que tem um favorito à "Palma d'Ouro".

"De facto, fiquei impressionado com o filme japonês de Ryusuke Hamaguchi. 'Drive my Car' é a melhor obra dele, das que já vi. Apesar de ser a mais longa, 3 horas, é a melhor", destacou Vincenç Batalla.

O jornalista espanhol também ficou impressionado "com 'Bergman Island', de Mia Hansen-Love".

"É muito sensível. É uma realizadora francesa, mas com uma visão internacional e uma sensibilidade diferente, que a tornam também candidata à 'Palma d'Ouro'", perspetivou o editor do portal cultural "Paris-Barcelona.com".

"Bergman Island" conta-nos a história de um casal de cineastas numa viagem de verão em busca de inspiração na ilha onde Ingmar Bergman viveu.

É um dos vários filmes dirigidos por mulheres na corrida ao grande prémio de Cannes, este ano com Spike Lee a presidir o júri maioritariamente feminino e o norte-americano é homem para trocar as voltas à bolsa de apostas.

"O Spike Lee está sempre cheio de surpresas. O próprio trabalho dele é cheio de surpresas. É uma pessoa que entende o 'género' e entende de política, Por isso, claro, estamos à espera de algo asssim", disse à Euronews Daniel Kothenschulte, jornalista alemão do portal "Frankfurter Rundschau".

A jornalista ucraniana Kateryne Slipchenko, da "Lvivska Gazeta", mete "as fichas" e, "La Fracture", também conhecido como "The Divide", da realizadora francesa Catherine Corsini. "Tem grandes hipóteses. Talvez não para a 'Palma d'Ouro', mas para um 'Grand Prix' ou algo assim", afirmou a Slipchenko.

Daniel Kothenschulte considera não ter havido este ano no programa de Cannes muitos filmes dirigidos por mulheres, mas os que há "são todos ótimos". "Se isolarmos a quota dos bons filmes, percebemos que as mulheres estão no topo", argumenta o alemão.

Romane Segui, jornalista da "Maze Magazine", aposta em "Haut et Fort", filme do franco-marroquino Nabil Ayouch e também conhecido como "Casablanca Beats".

"Pode ter hipóteses. É um filme político e social. Aborda as problemáticas daquele país, daquela sociedade muçulmana e marroquina. Existem numerosos problemas para as mulheres como o uso do véu, a música e o canto", aponta a jornalista francesa.

O enviado especial da Euronews a Cannes, Frédéric Ponsard, admite que "não há grandes favoritos este ano, mas, sim, muitos filmes que podem ganhar a 'Palma d'Ouro'" ."Podemos confiar no Presidente Spike Lee e no seu jurí predominantemente feminino para nos surpreender. O veredicto sai este sábado à noite", concretiza.