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Eurovisão anuncia primeira digressão apesar dos boicotes pela participação de Israel

JJ da Áustria ergue o troféu da Eurovisão após vencer com “Wasted Love” na Grande Final em Basileia, Suíça, a 18 de maio de 2025
JJ, da Áustria, segura o troféu da Eurovisão após vencer com “Wasted Love” na Grande Final em Basileia, Suíça, a 18 de maio de 2025 Direitos de autor  Credit: AP Photo
Direitos de autor Credit: AP Photo
De Theo Farrant
Publicado a Últimas notícias
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Anúncio da digressão europeia surge numa altura de polémica crescente, com vários países a boicotar o concurso devido à participação de Israel.

O Festival Eurovisão da Canção assinala o 70.º aniversário com a sua primeira digressão internacional, anunciaram os organizadores, numa altura em que a competição enfrenta um dos momentos mais controversos da sua história devido à participação de Israel.

Prevista para junho e julho, a digressão vai reunir "intérpretes icónicos da Eurovisão e artistas de 2026", segundo a EBU, e é apresentada como "uma celebração do legado do concurso, da sua comunidade global de fãs e de sete décadas de música inesquecível".

"Os artistas interpretarão as suas próprias canções da Eurovisão, além de versões de temas favoritos ao longo dos 70 anos do concurso", acrescentou a EBU.

Dez cidades europeias, incluindo Londres e Paris, acolhem a digressão entre 15 de junho e 2 de julho, após a grande final do concurso em Viena, a 16 de maio.

Israel sob crescente polémica pela participação

Fãs israelitas aplaudem Yuval Raphael, de Israel, depois da sua atuação na semifinal da 69.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, em Basileia, Suíça, 15 de maio de 2025.
Fãs israelitas aplaudem Yuval Raphael, de Israel, depois da sua atuação na semifinal da 69.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, em Basileia, Suíça, 15 de maio de 2025. Credit: AP Photo

Entretanto, a polémica em torno da participação de Israel continua, num contexto de conflito em Gaza. Cinco países retiraram-se do concurso em protesto, reduzindo o total para 35, o número mais baixo desde a expansão da competição em 2004.

A televisão pública irlandesa, RTÉ, invocou "a terrível perda de vidas em Gaza e a crise humanitária" ao anunciar a sua retirada. Espanha, Islândia, Países Baixos e Eslovénia seguiram o exemplo em dezembro, enquanto o vencedor de 2024, Nemo, devolveu o troféu em protesto.

"A Eurovisão diz que defende a unidade, a inclusão e a dignidade para todos. Esses valores deram sentido a este concurso para mim", escreveu Nemo no Instagram. "Mas a participação contínua de Israel, numa situação que a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU concluiu ser um genocídio, revela um claro conflito entre esses ideais e as decisões tomadas pela EBU".

Nemo, da Suíça, celebra após vencer a grande final do Festival Eurovisão da Canção, em Malmo, Suécia, a 12 de maio de 2024.
Nemo, da Suíça, celebra após vencer a grande final do Festival Eurovisão da Canção, em Malmo, Suécia, a 12 de maio de 2024. Credit: AP Photo

A acrescentar às manchetes desta semana, Conchita Wurst, a icónica cantora austríaca que venceu a Eurovisão de 2014, afirmou que deixará de participar em quaisquer eventos ligados à Eurovisão.

Na sua declaração, que assina como "Tom", escreve: "O Festival Eurovisão da Canção moldou a minha vida. Foi o meu palco, a minha casa e o meu trampolim, e um capítulo pelo qual estou profundamente grata".

"Enquanto artista, a mudança é a minha maior constante. A partir de agora, retiro-me do contexto da Eurovisão. Vou focar-me mais noutros projetos profissionais e deixar que surjam coisas novas".

Johannes Pietsch, mais conhecido como JJ, vencedor da Eurovisão de 2025, chegou a defender uma edição austríaca "sem Israel", antes de mais tarde pedir desculpa pela controvérsia que os seus comentários geraram no país.

A Eurovisão procura manter-se apolítica. No entanto, muitos críticos descrevem a EBU como hipócrita quanto à situação de Israel, já que a Rússia foi excluída após a invasão da Ucrânia em 2022, enquanto a Bielorrússia foi excluída um ano antes depois da contestada reeleição do presidente Alexander Lukashenko.

A 70.ª edição do Festival Eurovisão da Canção terá lugar em Viena a 16 de maio de 2026.

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