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Fórmula 1 chega ao Apple TV: o essencial da época 2026

Piloto da Visa Cash App Racing Bulls Arvind Lindbald em pista nos testes de pré-época em Sakhir, Bahrein, 2026
Piloto da Visa Cash App Racing Bulls Arvind Lindbald em pista nos testes de pré-época em Sakhir, Bahrein, 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Anushka Roy
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Com numerosas novas parcerias e figuras, a nova época de F1 promete corridas mais intensas, competição mais dura e uma nova forma de viver o desporto.

Este fim de semana, os adeptos de desportos de alta octanagem vão centrar atenções no Albert Park, em Melbourne, que se transforma num sinuoso circuito citadino para o Grande Prémio da Austrália.

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Arranca uma nova época de Fórmula 1, não só com um conjunto de alterações regulamentares muito aguardadas, mas também com um reluzente acordo de streaming com a Apple TV, o mais recente sinal da crescente presença mediática da modalidade.

A Fórmula 1 anunciou a parceria com a Apple TV em outubro passado e o acordo de cinco anos torna a plataforma de streaming o parceiro exclusivo de transmissão da modalidade nos Estados Unidos. Para a F1, o negócio alarga o alcance numa época crucial e de rutura.

A modalidade e a plataforma de streaming já se conhecem bem, com F1: The Movie, da Apple, a arrecadar perto de 550 milhões de euros (630 milhões de dólares) no final do ano passado, segundo o Motorsport.com (fonte em inglês), e a surpreender ao entrar na corrida aos Óscares de Melhor Filme.

FICHEIRO: Brad Pitt, Lewis Hamilton e Damson Idris na estreia mundial de "F1: The Movie" em Nova Iorque, EUA, 2025.
FICHEIRO: Brad Pitt, Lewis Hamilton e Damson Idris na estreia mundial de "F1: The Movie" em Nova Iorque, EUA, 2025. AP Photo

Visão da Apple

Antes de os motores arrancarem, a Apple tem sublinhado repetidamente como a experiência de visualização vai alterar a forma como os adeptos encaram as corridas.

“Além de transmitir a Fórmula 1 na Apple TV, a Apple vai amplificar a modalidade através do Apple News, Apple Maps, Apple Music e Apple Fitness+”, afirmou a empresa em comunicado. Os espectadores podem ainda contar com atualizações em direto, via Apple Sports, sobre as sessões de qualificação e as corridas.

Tal como fez na promoção de F1: The Movie, a empresa pretende usar todo o ecossistema Apple para atrair o público norte-americano para as transmissões em direto.

“Temos uma visão comum de levar esta modalidade extraordinária aos nossos adeptos nos EUA e conquistar novos fãs através de transmissões em direto, conteúdos envolventes e uma abordagem ao longo de todo o ano para os manter ligados”, acrescentou Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1.

O piloto da Haas Esteban Ocon posa com adeptos antes do Grande Prémio da Austrália, em Melbourne, Austrália, 2026.
O piloto da Haas Esteban Ocon posa com adeptos antes do Grande Prémio da Austrália, em Melbourne, Austrália, 2026. AP Photo

A Apple TV celebrou também um acordo com a Netflix para acolher a oitava temporada da popularíssima série documental Drive to Survive, que acompanha o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2025. A Netflix, por sua vez, vai transmitir em direto o Grande Prémio do Canadá de 2026 para o público dos EUA.

O interesse evidente das grandes plataformas de streaming na modalidade segue-se à crescente popularidade internacional da Fórmula 1 e ao apelo recente a públicos mais jovens e diversos.

Em 2025, 43% dos adeptos tinham menos de 35 anos, com a modalidade a conquistar quase mais 51 milhões de fãs abaixo dos 35 anos face ao ano anterior, segundo a F1 (fonte em inglês). Além disso, perto de 42% da base de adeptos no último ano era feminina, contra 37% em 2018.

Estas mudanças no público da modalidade, em parte devido ao sucesso de projetos como Drive to Survive e desencadeadas após a aquisição do negócio das corridas pela Liberty Media, em 2017, consolidaram o lugar da F1 no zeitgeist cultural global.

Com estrelas a desfilarem no paddock, atuações de música ao vivo e vídeos produzidos pela própria F1 que mostram os pilotos para lá da pista, a modalidade aposta fortemente no glamour e destaca as figuras que dão vida aos seus fins de semana de corrida carregados de adrenalina.

Novos motores, nova era

Este ano, os espectadores podem esperar uma temporada emocionante, com novas equipas e construtores a juntarem-se à grelha, um novo circuito no calendário (o traçado citadino Madring, em Madrid, Espanha) e várias alterações regulamentares muito debatidas.

A Cadillac, uma equipa totalmente nova, entra na modalidade com dois pilotos experientes, Valtteri Bottas e Sergio Pérez, e uma unidade de potência fornecida pela Ferrari. A Audi assume o lugar da Kick Sauber e desenvolveu a sua própria unidade de potência, um esforço considerável para a estreia na F1. A Ford regressa também à disciplina, após ter ajudado a desenvolver, em parceria com a Red Bull Powertrains, uma unidade de potência para a Oracle Red Bull Racing e para a Visa Cash App Racing Bulls.

A chegada destes novos construtores explica-se em parte pelos regulamentos da F1 para 2026, que trazem inovações técnicas e tornam a modalidade mais próxima da realidade dos automóveis de estrada. Nesta época, os monolugares serão mais leves, terão novos elementos aerodinâmicos e utilizarão um novo motor que depende muito mais dos componentes e da potência elétrica.

O piloto da Ferrari Lewis Hamilton fala à imprensa antes do Grande Prémio da Austrália, em Melbourne, Austrália, 2026.
O piloto da Ferrari Lewis Hamilton fala à imprensa antes do Grande Prémio da Austrália, em Melbourne, Austrália, 2026. AP Photo

À medida que a modalidade evolui, o campeonato poderá visitar mais locais, com alguns pilotos a manifestarem vontade de explorar novos destinos. O sete vezes campeão do mundo e piloto da Ferrari Lewis Hamilton tem expressado o forte desejo de ver a F1 correr em África antes de se retirar e afirma saber que os responsáveis da disciplina estão “a esforçar-se mesmo” para o concretizar.

“Não quero deixar a modalidade sem que haja um Grande Prémio lá [em África]”, disse esta quinta-feira em conferência de imprensa. “É a parte mais bonita do mundo e não gosto que o resto do mundo detenha tanto daquele continente, tire tanto dele e ninguém fale disso.

"Tirem-no aos franceses. Tirem-no aos espanhóis. Tirem-no aos portugueses e aos britânicos", acrescentou Hamilton.

Face aos enormes custos e à forte concorrência envolvidos na criação de um circuito ou de uma corrida, parece improvável que o desejo de Hamilton se concretize num futuro muito próximo.

Ainda assim, nada pode ser totalmente afastado para a F1, que mostra cada vez mais vontade de conquistar um público global mais vasto em novos mercados lucrativos.

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