Apresentado como Festival Echolalia, o evento de um dia realiza-se na zona de totalidade do eclipse solar total, que acontece a 12 de agosto.
Assina alguma da música mais visceral e gloriosamente excêntrica que se fez ou ainda se faz. Num dos vídeos, é perseguida por um urso de peluche (‘Human Behaviour ’, caso esteja curioso) e até chegou a aparecer em Cannes vestida de cisne.
A lista podia continuar e, embora não se trate aqui de enumerar as coisas mais estranhas que esta artista já fez, nesta altura já pouco surpreende no que toca à cantora islandesa.
Então, o que poderia fazer Björk durante um eclipse solar total? Uma rave, claro.
A artista vai organizar uma rave para coincidir com o eclipse solar total de 12 de agosto, o primeiro desde 2017.
O evento, apresentado como Festival Echolalia, realiza-se no parque de esculturas Víðistaðatún, em Hafnarfjörður, na Islândia. Fica na faixa de totalidade, o que significa que quem lá estiver vai assistir a um minuto e quatro segundos de ocultação completa do sol pela lua, ao som de DJ sets de Björk e de Arca.
A iniciativa coincide com a exposição de Björk na Galeria Nacional da Islândia, patente entre 30 de maio e 19 de setembro. Ao longo da mostra serão apresentadas três músicas no museu, incluindo uma de um "futuro álbum" ainda por anunciar.
Se ainda não tem planos para o eclipse total deste ano, uma rave de Björk pode ser uma boa opção.
No início deste ano, em resposta a novas ameaças de anexação por Donald Trump, Björk divulgou uma declaração a apelar à independência da Gronelândia.
A artista juntou-se igualmente à campanha de boicote a Israel “No Music For Genocide”, ao lado de nomes como Massive Attack, Paramore e Fontaines D.C., impondo bloqueios geográficos à sua música em Israel.
Björk tem sido uma voz ativa na defesa do povo palestiniano. Em novembro de 2023, por exemplo, publicou uma série de mapas da região Israel-Palestina desde 1946, acompanhados da pergunta: “É isto que chamam partilha?”
A cantora tem sido igualmente crítica do serviço de streaming Spotify, que descreveu como “provavelmente a pior coisa que aconteceu aos músicos”.