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Pedro Almodóvar chama "monstros" a Trump, Netanyahu e Putin em Cannes

Pedro Almodóvar apela a europeus para que sejam 'escudo' contra Trump, Netanyahu e Putin, que descreve como 'monstros'
Pedro Almodóvar: europeus devem tornar-se escudo contra os 'monstros' Trump, Netanyahu e Putin Direitos de autor  AP Photo
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De David Mouriquand
Publicado a Últimas notícias
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Pedro Almodóvar está em Cannes para apresentar o filme “Natal Amargo”. Em conferência de imprensa, disse que os europeus devem ser “escudo” contra os “monstros” Trump, Netanyahu e Putin.

Os europeus devem tornar-se num "escudo" contra três "monstros", segundo o consagrado realizador espanhol Pedro Almodóvar.

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Os três de que fala? Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin.

Almodóvar fez estas declarações esta quarta-feira, numa conferência de imprensa no Festival de Cinema de Cannes, onde apresenta em competição o seu mais recente filme Amarga Navidad (Natal Amargo).

"Como europeus, temos a obrigação de nos tornarmos uma espécie de escudo contra estes monstros, como Trump, Netanyahu ou o russo", afirmou o realizador de clássicos como Tudo Sobre a Minha Mãe e Fala com Ela, que usava também um pin com a inscrição 'Free Palestine' na lapela do casaco.

"Somos obrigados a fazê-lo porque aqui se respeita o direito internacional", acrescentou.

Pedro Almodóvar na sessão de fotos do filme "Natal Amargo" no 79.º Festival Internacional de Cinema de Cannes - 20 de maio de 2026
Pedro Almodóvar na sessão de fotos do filme "Natal Amargo" no 79.º Festival Internacional de Cinema de Cannes - 20 de maio de 2026 AP Photo

O realizador é um crítico assumido da guerra de Israel em Gaza e já tinha apelado ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, para romper todas as relações diplomáticas e comerciais com Israel devido à guerra em Gaza.

As suas palavras vão no mesmo sentido das do ator espanhol Javier Bardem, também presente este ano em Cannes para promover o seu novo filme, o drama El Ser Querido, de Rodrigo Sorogoyen.

O filme aborda a masculinidade tóxica e o ator, de 57 anos, disse à Reuters: "A ideia desta masculinidade agressiva, que tem de exibir o seu poder sobre os outros, é algo que me diz muito, porque é a geração em que cresci". E acrescentou: "E está errado. E o facto de, neste filme, falarmos sobre isso... mostra que há mais consciência, que é algo que temos de denunciar, que temos de deixar para trás".

Alargou depois a conversa numa conferência de imprensa em Cannes, durante a qual afirmou que o "comportamento masculino tóxico" se estende a líderes mundiais como Trump, Putin e Netanyahu. Defendeu que esse tipo de agressividade e rivalidade alimenta conflitos.

Almodóvar, que está na corrida à Palma de Ouro deste ano, venceu já o prémio de Melhor Realização em Cannes, em 1999, com Tudo Sobre a Minha Mãe. Em 2024, conquistou o Leão de Ouro em Veneza com O Quarto ao Lado.

Natal Amargo centra-se num realizador sem ideias, que decide roubar histórias aos outros. A tragicomédia estreou ontem na Croisette e chega hoje às salas de cinema em Espanha e França. A estreia no resto da Europa decorre ao longo deste mês.

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