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Sem telemóveis: Phoebe Bridgers traz "The Lost Tour" à Europa

Fãs de Phoebe Bridgers têm de guardar os telemóveis nos concertos deste outono
Fãs de Phoebe Bridgers vão ter de guardar os telemóveis nos concertos deste outono Direitos de autor  Phoebe Bridgers / WikiCommons
Direitos de autor Phoebe Bridgers / WikiCommons
De Craig Saueurs
Publicado a Últimas notícias
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Bridgers junta-se a Bob Dylan, Jack White e Ghost ao proibir por completo o uso de telemóveis nos concertos

Phoebe Bridgers apresenta um concerto no Madison Square Garden. Os bilhetes custam a partir de 1 dólar (0,87 euros) e não se vê um único telemóvel. O ano é 2026.

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Na semana passada, a cantora e compositora surpreendeu os fãs com um concerto relâmpago na icónica arena nova-iorquina, seguido do anúncio de um sorteio que oferecia bilhetes por menos do que custa um pacote de pastilhas elásticas, cuja receita reverteu para apoio a pessoas em centros de detenção para imigrantes.

Os preços baixos não foram a única surpresa. Os telemóveis foram proibidos.

À entrada, o público teve de guardar os aparelhos em bolsas Yondr – capas especiais e almofadadas que trancam os dispositivos e que se tornaram populares nas escolas – o que deixou uma multidão de 20 mil pessoas a assistir ao concerto sem filmar, transmitir em direto ou publicar nas redes.

Segundo relatos, Bridgers apresentou oito temas novos sentada num sofá, perante um público fascinado, ainda que cativo.

Agora vai levar este espetáculo sem telemóveis em digressão.

Depois de um mês de concertos pelos Estados Unidos, Bridgers leva a 'The Lost Tour' ao norte da Europa, com 14 datas em novembro e dezembro.

O antigo vocalista dos Black Country, New Road, Isaac Wood, junta-se-lhe em toda a etapa do norte da Europa, que passa por Dublin, Bruxelas, Amesterdão, Estocolmo e outras cidades.

Deixem os telemóveis em casa, pedem fãs e bandas

A artista junta-se a um número crescente de músicos e fãs que questionam se os smartphones alteraram de forma profunda a experiência da música ao vivo.

Na internet, multiplicam-se as queixas sobre telemóveis em concertos.

Um recente concerto esgotado de Hayley Williams em Milão deu origem a vários tópicos no Reddit a lamentar espectadores que passaram grande parte do espetáculo a filmá-lo.

“Um bom terço das pessoas na plateia esteve a fazer vídeos e a tirar fotografias durante todo o concerto [sic]”, escreveu um utilizador.

Outro tópico, em tom bem menos próprio para todas as idades, mencionava pessoas a filmarem-se a cantar as músicas de Williams, entre outras atitudes consideradas ofensivas, e classificava o público como o pior alguma vez visto num concerto.

“Comportamento insano imo”, respondeu outro utilizador.

À medida que os telemóveis se tornam uma presença inevitável nos concertos – e na vida em geral –, alguns artistas, como Bridgers, têm tentado mantê-los nos bolsos do público.

Bob Dylan, por exemplo, usa há anos as bolsas Yondr nas digressões, tendo proibido telemóveis em toda a tournée pelo Reino Unido e pela Europa em 2024. Jack White há muito que defende concertos sem telemóveis. Tobias Forge, vocalista dos suecos Ghost, descreveu recentemente a proibição de telemóveis da banda como algo que lhe mudou a vida.

Até Adele, lá atrás nos aparentemente mais simples tempos de 2016, fez manchetes depois de apontar o dedo a uma fã que a filmava em vez de ver o espetáculo.

Nem todos os músicos declararam guerra aos smartphones, no entanto.

Em 2024, o vocalista dos Blur, Damon Albarn criticou a proibição de telemóveis de Dylan, defendendo que os artistas devem concentrar-se em envolver o público, em vez de o limitar. “As pessoas não vão querer estar agarradas ao telemóvel se estiver a envolvê-las da forma certa”, disse à BBC.

Independentemente da posição de cada um nesta discussão, Bridgers aposta que há fãs suficientes que preferem viver a sua música no momento e não através de um ecrã.

Os bilhetes para 'The Lost Tour' ficam à venda a 10 de junho, através do seu site e devem esgotar rapidamente. Já é possível inscrever-se para a pré-venda.

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