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EMYA 2026: qual o museu que irá conquistar o título de melhor da Europa?

Visitantes observam os quadros Gaston Modot e O jovem aprendiz, da esquerda para a direita, ambos de Amedeo Modigliani, expostos na mostra Rendez-vous à Paris
Visitantes observam, da esquerda para a direita, as obras Gaston Modot e O jovem aprendiz, ambas de Amedeo Modigliani, expostas na mostra Rendez-vous à Paris Direitos de autor  AP Photo
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De Mikhail Calvez
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São 34 os museus que disputam o prémio Museu Europeu do Ano 2026, título de melhor museu da Europa. Conheça alguns da lista de nomeados onde se encontram até nomes portugueses.

Quando foi a última vez que visitou um museu? Que exposições ou experiências lhe ficaram na memória? As respostas a estas perguntas podem ajudar a decidir quem vence este ano o prestigiado Prémio Europeu do Museu do Ano (EMYA).

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Criado em 1997, o EMYA distingue a excelência, a inovação, o humanitarismo e a sustentabilidade. O galardoado do ano passado, o Manchester Museum, detém atualmente o testemunho, pronto a ser passado ao próximo melhor museu europeu.

Há vários critérios que ajudam o júri a determinar que museu se destaca na sua prática. Mas todos assentam na articulação com o quadro de referência do Conselho da Europa. O comité de seleção procura criatividade na produção, interpretação e apresentação do conhecimento, bem como na responsabilidade social.

Todos estes elementos têm de respeitar os princípios fundamentais da democracia, da sustentabilidade, da responsabilidade social e da inclusão.

"Os conflitos em curso e a crescente polarização moldam o debate público e as expetativas. Neste contexto, a confiança nas instituições e no discurso público tornou‑se cada vez mais frágil, impondo novas exigências aos museus e ao seu papel na sociedade", afirma Amina Krvavac, presidente do Fórum Europeu dos Museus.

No total, 34 nomeados foram selecionados para a fase final e estes são alguns dos museus em destaque na competição:

Bélgica: museu St John's Hospital

O antigo hospital é hoje um museu que conta as histórias de quem ali foi tratado e cuidado. O magnífico edifício gótico do século XII, situado no quarteirão dos museus de Bruges, mantém‑se preservado até hoje.

As exposições de arte histórica e contemporânea recorrem a experiências audiovisuais únicas, que permitem aos visitantes mergulhar nas histórias e nas obras que o edifício guarda.

Portugal: Mude – Museu do Design

O museu público municipal, no centro de Lisboa, convida os visitantes a mergulhar no mundo do design. O desenho de peças como roupa, mobiliário, revestimentos e muitos outros objetos espera pelos amantes de arte nas várias salas e exposições.

O próprio edifício do Mude é um exemplo de restauro minucioso. Os mosaicos, os painéis de madeira e os balcões de mármore foram cuidadosamente recuperados para preservar a memória da antiga sede de um banco.

As exposições centram‑se em questões socioculturais e ideológicas, ao mesmo tempo que abordam problemas ambientais. O museu convida ainda o público a refletir sobre a importância do design no quotidiano.

Finlândia: Museum of Play

Quem quiser regressar à infância pode visitar, em Espoo, o Museum of Play. O museu finlandês explora a história dos brinquedos, dos jogos e da própria infância na Finlândia.

Segundo o júri, o museu assume três papéis: contador de histórias, espaço educativo e motor de comunidade.

Um dos grandes objetivos da instituição é juntar pessoas de todas as idades, origens e comunidades, educando e abrindo espaço à descoberta. O museu dá também especial atenção à sustentabilidade, o que o torna ainda mais apelativo para o público local e internacional.

Alemanha: centro de documentação de Obersalzberg

Conhecido como o lugar onde Adolf Hitler passou mais de um quarto do seu tempo, o museu, situado em Berchtesgaden, relata os horrores da era nazi.

Obersalzberg, centro de poder do regime, foi o palco de decisões importantes que moldaram o mundo.

"A exposição liga o contexto local a outros lugares da Europa onde foram cometidas atrocidades e onde milhões de pessoas foram assassinadas na sequência das políticas hediondas orquestradas naquela residência alpina", refere o comité no seu relatório.

Apesar do passado sombrio, o museu é hoje um espaço acolhedor, que incentiva os visitantes a aprender sobre a história e a política e a recordar as vítimas do regime brutal.

Alemanha: Sensoria – A Casa das Fragrâncias e dos Sabores

Para os amantes de aromas, o Sensoria oferece a possibilidade de explorar uma seleção de 300 fragrâncias e, depois, criar um perfume único.

Inaugurado em 2024, em Holzminden, o museu contribuiu rapidamente para reforçar a reputação da cidade como “capital dos aromas e dos sabores”. As exposições procuram contar a história e a ciência dos cheiros através de experiências sensoriais.

O museu desafia os visitantes a repensar a forma como diferentes cheiros e sabores influenciam o mundo e a sociedade que nos rodeia. A Casa das Fragrâncias e dos Sabores recebe públicos de todas as idades, com um modelo museológico virado para o futuro, eventos ao vivo e exposições interativas.

Luxemburgo: Museu Nacional da Resistência e dos Direitos Humanos

Sediado em Esch-sur-Alzette, o museu aborda a resistência, a opressão, a colaboração, o Holocausto e os direitos humanos, em três línguas.

É também o único museu do país com uma coleção que documenta as experiências sob o regime nazi entre 1940 e 1945.

O museu procura informar o público sobre estes temas através de visitas guiadas, oficinas e programas educativos. Segundo o documento oficial, trabalha em estreita colaboração com associações, grupos de interesse e investigadores, para aproximar a academia do público e afirmar‑se como um recurso cultural e educativo essencial no Luxemburgo.

Suíça: CERN Science Gateway

O CERN aproxima o grande público da ciência mais complexa. O maior laboratório de física do mundo, em Meyrin, recebe todos os que têm curiosidade científica.

O Science Gateway é composto por cinco edifícios, ligados por uma ponte a seis metros de altura que atravessa a estrada em frente ao complexo.

O CERN é mais do que um museu: é um parque científico imersivo, onde os visitantes podem participar em oficinas, explorar aceleradores e laboratórios e visitar inúmeras exposições. Independentemente da idade, todos acabam por achar a experiência cativante e interessante.

Reino Unido: Young V&A

Os museus não são apenas para adultos: também existem para que os mais novos contactem com a arte desde cedo. O conhecido Victoria and Albert Museum, em Londres, teve isso em conta e reabriu as portas a crianças, jovens, famílias e professores.

Os espaços convidam os jovens visitantes a imaginar, brincar e criar, com recurso a quase 2 000 objetos, brinquedos e obras de arte.

O museu quer ser acessível e inclusivo. A participação cívica é uma das suas marcas, visível no facto de o projeto ter sido desenvolvido em colaboração entre o V&A, crianças e famílias. As exposições imersivas permitem ao público explorar temas como a sustentabilidade, a empatia e o sentimento de pertença.

A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar em Bilbau, Espanha, a 13 de junho de 2026, na Euskararen Etxea (Casa da Língua Basca), vencedora em 2025 do Prémio Museu do Conselho da Europa.

Outras fontes • EMYA

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